">
*
 
 

O psicanalista Flávio Gikovate, que nos deixou há pouco tempo, tinha um pensamento interessante sobre moda, tendência e padronização de estilos. Ele dizia: “Em uma época em que, teoricamente, a liberdade é máxima e todos poderiam ser superirreverentes, as pessoas nunca foram tão parecidas.”

Tem muito sentido, né? Se a gente for pensar bem, sair da caixinha e construir um estilo criativo e fora dos padrões é cada vez mais difícil. Tem a ver com um monte de coisa. A mais evidente é a expansão das fronteiras do comércio. Se você andar na principal avenida das grandes capitais mundiais, vai encontrar praticamente as mesmas lojas. A cartela de opções que temos ao alcance não é muito diferente da de uma sueca, por exemplo.

As lojas também estão cada vez mais apostando nas tendências globalizadas, com suas vitrines pipocando de referências cuidadosamente pescadas das ruas europeias/norte-americanas. Já repararam? O resultado: um mar de labels padronizadas, vendendo roupas com a mesma cara"

Que chato essa coisa de “este é o verão das estampas”, ou “aposte nos metálicos para o inverno”. Tendência é legal para dar uma diretriz para a gente e para os designers. Mas, quando ela fica enquadradinha, só contribui para o fim da identidade própria.

Eu, particularmente, tenho apostado cada vez mais em buscar novidades, por um lado. E em ser fiel às marcas que mantém uma identidade marcante por outro. Evito comprar uma peça se já vi igual (ou muito parecida) em um monte de lugar.

Sim, gente, dá mais trabalhado (como tudo que se faz bem feito nessa vida!). Mas também é mais gostoso quando você se veste e sabe que o look tem a sua carinha, que pode sair tranquila sem medo de gafe com a colega vestida igual. Faz a diferentona mesmo, se joga nas ideias próprias! E pesquisa também é bom. Mas, ó, não quando você usa como cópia, mas quando a referência serve pra ajudar a desenvolver a SUA criação.

via GIPHY

 


COMENTE

Ler mais do blog