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Você não precisa ser carnívoro convicto para concordar comigo: o mundo das carnes vermelhas é tão incrível e complexo quanto o dos vinhos. Vai desde a temperatura exata para conservação do alimento, tipo de corte, até chegar ao exato tempo que o produto deve ser exposto ao fogo e a qual temperatura.

O restaurante Toro respeita essa “via crucis”. Especializado em carnes produzidas no Sul do país, Uruguai e Argentina, a casa oferece belos cortes, em porções fartas e com ótimo sabor. Tudo (tudo!) o que comi por lá chegou bem quentinho e no tempo certo, como manda o figurino.

A começar pelas empanadas com quatro opções (R$ 9,50 a unidade). Superempanadas, na verdade. A de carne é servida bem recheada, temperada e picante. Outra que recomendo é a caprese (R$ 11,5), com queijo, tomate e manjericão. Boa pedida para dividir.

Show de conhecimento
Ainda nas entradinhas, comi linguiças de cordeiro e suína (R$ 25 as duas). A primeira veio um pouco tostadinha demais para meu paladar, mais seca por dentro. Já a segunda, perfeita. E que tempero! Ambas são muito saborosas, de fazer o paladar salivar esperando a segunda garfada.

Ao decidir sobre os principais, eu e minha amiga Vera tínhamos dúvidas. E aí, veio a aula. Em dias distintos, os garçons deram um show de conhecimento sobre o cardápio e esbanjaram simpatia. Atendimento de primeira.

Experimentei de tudo um pouco: galeto (R$ 39, 450g), baby beef (foto no alto da página), bife à milanesa (R$ 78, 400g) e o suculento ojo piazzola (250g miolo do ancho, R$ 67). O frango veio suculento por dentro, bem temperado e macio.

A milanesa (foto abaixo) é a melhor que comi na cidade até o momento. A casquinha não se desgruda do bife e não pesa. Além disso, o tamanho do bife é escandaloso de grande. Os dois cortes de carne vieram no ponto certo (fiz questão de pedir pontos diferentes), fáceis de cortar e de sabor incrível.

Divulgação

Carnes em boa companhia
Os acompanhamentos, pedidos à parte, são generosos. É possível dividir a pequena porção, com direito a repeteco, para duas pessoas.  Os que mais gostei foram as picantes papas toro (R$ 17); parrilada de legumes (R$ 24), maionese da dinda (R$ 14); arroz parrillero (R$ 21) e os brócolis na brasa (R$ 15) – todos os preços de porção pequena.

Os legumes foram servidos al dente, bons de morder; a maionese é um retorno à infância e os brócolis são arrebatadores de tão bem feitos.

Sugiro até que criem um combo de três ou quatro acompanhamentos que unam maior número de variedades, mesmo que em porções menores. Isso poderia ser bem interessante, pois daria a opção do cliente poder experimentar um pouquinho de cada de uma vez só.

Divulgação

E ainda tem o ambiente
As casas de carne, inspiradas em restaurantes argentinos, mudaram de cara na última década. A churrascaria deu espaço a ambientes mais sofisticados em que a arquitetura, de fato, é valorizada. Este é outro ponto certeiro do Toro.

O industrial rústico toma conta do salão, bem dividido, e minimamente decorado. Ferragens, madeira e tijolinhos de barro nas paredes compõem a atmosfera do lugar com iluminação indireta. E melhor de tudo é que há isolamento acústico, o que minimiza o zum zum zum das mesas – um alívio para nossos tímpanos.

Saí de lá com a certeza de que quero voltar (várias vezes) para comer bem e ser bem atendida. A panqueca de doce de leite (foto acima) é uma excelente pedida para coroar a refeição (R$ 20). Ah… e para quem quiser, ainda pode levar para casa alguns dos cortes servidos por lá. Se você preparar bem, me convida que vou lá experimentar também.

Cortês sim; omissa, não.

DEVO IR?
Quantas vezes você puder.

PONTO ALTO:
Qualidade das comidas e atendimento.

PONTO FRACO: 
Ainda vou descobrir em nova ida.

Toro (104 Sul, Bloco C, Loja 29, 3225.0494).

carnesTorocrítica gastronômica
 


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