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Arriba muchachos! Para brindar a primeira sexta-feira de setembro, o Ohmybeer se vestiu a caráter, caprichou no espanhol e deixou de lado algumas “regras” cervejeiras conservadoras.  “La fiesta” foi feita no restaurante mexicano Mucho Gusto, onde o simpático barman “Señor Thayson” nos mostrou o preparo de uma das versões do drinque michelada.

A bebida leva na receita generosa dose de cerveja, mas não foi isso que nos moveu. A motivação do nosso experimento foi a cerveja Juan Caloto Michelada Bill, uma Witbier feita com sal do Himalaia e suco de limão.

Resumindo: é uma cerveja brasileira de estilo belga, inspirada em um drinque mexicano e com um ingrediente que vem da cordilheira mais alta do mundo. Ah, e como se não bastassem as referências malucas, os próprios donos da Juan Caloto sugerem a adição de gelo à cervejinha. Prontos para la degustación?

Receita de michelada invertida
Apesar de ser mexicana, a michelada tem versões cubana, chilena, colombiana e da maioria dos países da América Latina. Além de cerveja, o drinque leva suco de limão, temperos e pimenta. Já para entender a Juan Caloto Michelada, o raciocínio deve ser invertido: ela é uma cerveja com a adição de alguns dos ingredientes do drinque.

A base é a mesma de outra receita da cervejaria, a WitBilly The Kid (uma Witbier belga feita com trigo não maltado, cevada, casca de laranja e semente de coentro), mas neste caso, como já adiantamos, os cervejeiros usaram sumo de limão-taiti e o tal sal do Himalaia.

Com gelo ou sem, o importante é prestar atenção na cor amarelo-palha e na espuma fofa que protege a cerveja ao longo de toda a degustação. Bela e perfumada, os aromas de flores, pão fresco e limão são o prenúncio da refrescância.

Na boca, é leve e supercarbonatada. O gosto é cítrico, claro, a lembrança de pão aparece novamente e o sabor salgado atiça papilas gustativas ávidas pelo desconhecido. O amargor fica em último plano, apenas uma pitada tímida, enquanto o gosto azedinho passeia sem extremismos.

De corpo baixo e certa adstringência, a Juan Caloto Michelada Bill é perfeita para degustar quando o dia estiver descompromissado e com aquele céu azul que só os invernos no cerrado proporcionam. A harmonização pode ser com salada, ceviche de peixe branco ou até com guacamole. ¡Qué chévere!

Drinques de cerveja!
Misturar cervejas e transformar em coquetel. Pode produção? Fazer cervejas é, em última análise, a arte de combinar e processar diferentes alimentos e, em seguida, fermentá-los. No entanto, a interferência do cervejeiro não acaba, necessariamente, quando a bebida está pronta no barril.

É possível, por exemplo, escolher diferentes gases para servir um chope (ou nenhum, optando pela força da gravidade); você pode passar a cerveja por algum filtro com lúpulos ou outros temperos na hora de serví-la; a própria temperatura de serviço é determinante para realçar/esconder alguns sabores ou aromas; e, ainda, você pode fazer o mais fácil: misturar cervejas.

Dicas
Fazer um coquetel de cervejas requer ousadia e noções de harmonização – mas o mais importante é se  divertir. Como orientação, valem algumas dicas:

1) Enfatize! Escolha quais características merecem ser destacadas. Quer manter o tostado da Stout ou o aroma temperado de uma Witbier?

2) Neutralize! É possível suavizar o aroma de banana de uma Weiss ou o amargor de uma IPA com cervejas de características opostas.

3) Calcule! Prepare pequenas doses até encontrar a proporção ideal. Características de uma cerveja podem se sobrepor à de outras.

4) Ordene! Adicione primeiro a cerveja mais densa. Depois, complete com a mais leve deixando-a escorrer sobre uma colher de cabeça para baixo.

5) Inspire-se! Conheça nossos drinques favoritos. Valônia 40 Graus: Witbier + Lambic Framboise Pingado: Munich Pale +Dr y Stout Carla Von Ulrich: Weissbier + Scotch Ale  Main Event: American IPA + English Strong Ale Golden Glory: Belgian Golden Strong Ale + Pilsen Ohmymonk: Quadruppel + Kriek de cereja

*André Vasquez e Marina Cavechia são sócios e curadores do clube de cerveja por assinatura Ohmybeer.com.br.

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