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A multidão reunida para ver a cantora baiana Daniela Mercury no Bloco Rainha da Pipoca encerrar o carnaval de rua em São Paulo neste ano foi tanta que ela encheu tanto a Rua da Consolação quando a Avenida Paulista, na região central.

Em um espetáculo com muita energia, Daniela não só levou o público a euforia como tentou fazer uma festa consciente, alertando contra o assédio a mulheres e empunhando, com todo orgulho, bandeiras de arco-íris, símbolo da comunidade LGBT. Parou o show ainda para uma campanha de conscientização sobre a Paf, uma doença genética. Nada disso, no entanto, faz o show ficar chato.

O bloco – um trio elétrico que não ficou devendo nada aos da terra natal da cantora – esteve concentrado na metade da Consolação. Quando o show começou, às 16 horas, ela preferiu ir até a Paulista antes de descer sentido República. “Vim chamar vocês”, ela brincou – como se precisasse.

O repertório foi forrado de sucessos dela, mas misturados com marchinhas de carnaval e alguns covers, como A Praieira, de Chico Science e Nação Zumbi. O publicou delirou a cada canção. E vibrava a cada vez que ela mudava de lugar no carro, ficando visível para essa ou aquela parte da multidão.

Antes de começar a festa, Daniela falou com jornalistas. Lembrou que começou sua carreira de cantora no Museu de Arte de São Paulo (Masp) e se emocionou com a quantidade de público reunida. “Não largo mais o carnaval de São Paulo”, prometeu.

 

 

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