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Enviadas especiais a Chapecó – Segundo a lenda japonesa, quando se faz 1 mil tsurus usando a técnica do origami, aquele pássaro de papel dobrado, um desejo pode ser realizado. Na Arena Condá, em Chapecó, Santa Catarina, voluntários se revezam na fabricação das dobraduras. Tem até professor para ensinar a técnica ao torcedor que quer fazer parte da corrente de amor e paz em prol de familiares e amigos das vítimas do voo da Chape.

A intenção deles é chegar aos 1 mil tsurus e, assim, alcançar um desejo que une os milhares de presentes que passam pelo estádio desde terça-feira (29/11): a paz para as famílias das vítimas da tragédia aérea na Colômbia, que matou 71 das 77 pessoas que estavam a bordo do voo da LaMia. “O importante é que cada pessoa que está fazendo o tsuru coloque a melhor intenção ao dobrar o papel”, conta Ademir Bresolin, 30 anos, que levou a iniciativa para a arena.

Segundo ele, o mesmo grupo de amigos, ligado à organização não governamental (ONG) Sou da Paz, na cidade de Chapecó, também confeccionou 1mil tsurus na época da tragédia na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 2013. Dessa vez, as dobraduras devem ultrapassar esse número, já que os voluntários se revezam 24 horas na atividade.

Outras cidades vizinhas também aderiram. Na semana que vem, todos os tsurus serão recolhidos e, ligados por um barbante, formarão uma corrente de paz que cercará a Arená Condá. “Sei que é um gesto pequeno, mas nossa intenção é ajudar da maneira que podemos essas famílias que estão passando por esse momento tão difícil”, disse Ademir.

 

 




 

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