*
 

O Ministério da Saúde vai mudar o protocolo de tratamento da HIV/Aids no Brasil. A partir de janeiro de 2017, os pacientes que precisam de tratamento terão acesso ao dolutegravir, em substituição ao raltegravir. O medicamento foi aprovado, em 2015, pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec) para o tratamento da infecção pelo HIV. Integrantes da pasta anunciaram a mudança nesta quarta-feira (28/9). Os Estados Unidos e a França já fazem o uso do medicamento no tratamento.

A incorporação será gradativa, com o uso dos dois tratamentos para casos diferentes. O Ministério da Saúde vai comprar 40 milhões de comprimidos, mas, em 2017, cerca de 100 mil pessoas serão atendidas. A intenção é melhorar a qualidade de vida de quem precisa do tratamento. Hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, existem quase 800 mil casos de Aids notificados no Brasil, com uma média de 40 mil novos casos por ano. “A taxa de mortalidade tem caído e esperamos uma redução ainda maior com o tratamento”, afirmou a diretora do Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais da pasta, Adele Benzaquen.

Segundo a diretora, o medicamento é tido como o mais vantajoso para as pessoas com HIV. “Ele tem potência alta, menor potencial de efeitos adversos e é só um comprimido por dia. Substituiremos o modo chamado de 3 em 1 pelo dolutegravir mais o 2 em 1”, afirmou. Ela ressaltou que não haverá impacto orçamentário para a compra dos lotes. “Conseguimos negociar preços com a indústria e oferecer o que tem de melhor para o SUS. O orçamento do Ministério da Saúde para compra é de R$ 1,1 bilhão. A aquisição fica dentro do orçamento previsto”, afirmou Adele.

As mudanças devem publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (29/9), e a incorporação das alterações só ocorrerão em 2017 por uma limitação da empresa em entregar a droga, devido a uma dificuldade de produção imediata. Todos os pacientes virgens no tratamento poderão usar o remédio. Quem for resistente à atual droga também pode adotar um novo regime terapêutico.

 

 

COMENTE

HIVaidstratamnetoantirretroviralefeito colateral
comunicar erro à redação