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Chegou ao fim, após mais de 17 horas, a rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (AM). O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, informou que “entre 50 e 60 pessoas” foram mortas. O confronto é o maior incidente com mortes em penitenciárias brasileiras desde o massacre do Carandiru, em 1992, em São Paulo.

Durante a rebelião, dez agentes carcerários foram feitos reféns, mas posteriormente liberados. Os detentos do regime fechado haviam tomado a área dos presos no semiaberto, após abrirem uma passagem. Outros presos também foram feitos de reféns. Alguns dos liberados saíram feridos do complexo. A situação foi controlada por volta das 9h.

Segundo Fontes, a carnificina se deu por conta de um confronto interno entre as facções Família do Norte e Primeiro Comando da Capital (PCC). Paralelamente à rebelião, pelo menos 20 detentos fugiram de outra penitenciária na capital amazonense, o Instituto Penal Antonio Trindade (Ipat), também na tarde desse domingo. Oito destes já foram recuperados.

Epitácio Almeida, presidente da Comissão de defesa dos Direitos Humanos da OAB-AM, coordenou as negociações com os presos e trabalhou na libertação dos reféns, que foram soltos na manhã desta segunda. De acordo com ele, este é um dos piores massacres em presídio que já houve no País.

A empresa contratada pelo governo para administrar a unidade, Umanizzare, não comentou a situação. Segundo o site da empresa, o complexo abriga 1.072 internos.

A rebelião começou no início da tarde de domingo (1º). O secretário de Segurança Pública afirmou que pelo menos seis detentos morreram e 10 funcionários da Umanizzare, além de vários presos, tinham sido feitos reféns. (Com informações da Agência Estado)

 

 

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