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O presidente Michel Temer (PMDB) chegou na manhã desta segunda-feira (17/7) ao Palácio do Planalto para uma semana em que irá se debruçar para manter a base aliada unida durante o recesso. O peemedebista também se prepara para a reunião da cúpula do Mercosul, na qual o Brasil vai assumir a presidência do bloco, em Mendoza, na Argentina. A participação do presidente, no entanto, está prevista apenas para sexta (21).

Até o momento, a agenda do presidente prevê apenas despachos internos.

Recesso
Com o adiamento para agosto da votação da denúncia contra Temer no plenário da Câmara, o Palácio do Planalto ainda tenta traçar a estratégia para o presidente durante os dias de recesso, que começará no próximo dia 18 e vai até 1º de agosto.

De acordo com interlocutores, o presidente, que tinha o desejo de tocar os compromissos das reformas já sem o peso de estar denunciado, precisa sinalizar aos parlamentares que conseguirá manter a sua agenda positiva durante esse período e dar argumentos para que a base continue fechada com ele para derrubar a denúncia.

Aliados do chamado Centrão, que já começaram a pressionar por mais espaço no governo, podem ficar com a pasta da Cultura. Segundo uma fonte, a intenção do presidente nos próximos dias é se debruçar para a escolha do nome que irá ocupar a vaga deixada por Roberto Freire, logo após ter vindo à tona a revelação da gravação do presidente com o empresário Joesley Batista, da JBS, em 17 de maio.

Temer deve ainda se concentrar para escolher um nome para o Ministério da Transparência, que ficou vago com a saída de Torquato Jardim para o Ministério da Justiça no fim de maio. Neste caso, fontes do Planalto reconhecem que é mais difícil usar a pasta para acomodar aliados, já que o próprio presidente já manifestou o desejo de escolher um nome técnico para o cargo.

 

 

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