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O deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) lançou-se oficialmente candidato à presidência da Câmara nesta segunda-feira (9/1). Líder do PSD na Casa, o parlamentar brasiliense vai ter que enfrentar resistências dentro do seu próprio partido. Integrantes da legenda defendem apoio à reeleição do atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A eleição para a escolha do presidente da Câmara e dos membros da Mesa Diretora está marcada para o dia 2 de fevereiro. A votação será secreta.

O anúncio da sua candidatura foi feito por Rosso nas redes sociais, em um vídeo que foi transmitido ao vivo pela internet.

Vestindo uma camisa da Chapecoense, ele contou que ganhou a roupa de presente de um deputado e que decidiu usá-la para demonstrar que o país precisa de “união de verdade” em todas as áreas, inclusive para “superar a grave crise econômica”.

 

Com o slogan de campanha “Câmara forte, unida e respeitada”, o parlamentar do DF defendeu maior protagonismo da Casa em relação a outros poderes. “Eu pedi para fazer pesquisa na Câmara e, das quase mil leis publicadas no ‘Diário Oficial da União’, nem 3% vieram de proposições de deputados. A grande maioria é oriunda do Poder Executivo”, disse o líder do PSD.

De acordo com o deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE), dentro da bancada há “ponderações” de parlamentares que preferem que a sigla não tenha um candidato próprio e faça composição com um nome de outro partido.

Rodrigo Maia
Também nas redes sociais, parlamentares do DEM estão sendo criticados porque Rodrigo Maia tem buscado apoio de partidos como o PT e o PCdoB para conseguir se reeleger ao cargo em fevereiro.

Em uma mensagem no Twitter, o líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), pediu confiança aos eleitores e disse que as alianças para a disputa não significam que o partido vá “governar com a esquerda”. “Repito: confiem em nós e no nosso partido! Fazer composições é da política, não quer dizer que assuma compromissos de governar com a esquerda!”, afirmou.

O deputado retuitou mensagens de internautas que afirmaram que Maia estava disposto a fazer aliança “com o diabo” e que as articulações do atual presidente da Câmara para alcançar a reeleição estavam “aniquilando o partido”.

Maia ainda não oficializou a candidatura, mas tem trabalhado para conseguir vencer já no primeiro turno. Para isso, ele tem conversado tanto com partidos da base do governo, quanto da oposição. O democrata espera conseguir o apoio dos parlamentares do PT, como aconteceu no ano passado, quando foi eleito para um mandato-tampão após a cassação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

 

 

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