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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse nesta sexta-feira (1º/9) no Rio, que é preciso romper com “a onda de negatividade no Brasil”, e que o País tem se “saído relativamente bem” da crise política. Para ele, é possível voltar “a ser uma das sensações do mundo”, “superado o trauma do impeachment” da presidente Dilma Rousseff (PT), ocorrido há um ano.

“Em qualquer ângulo que se queira olhar é devastador, do ponto de vista ético, político e econômico. Mas todos os países atravessam isso. Apesar de tudo, temos nos saído relativamente bem. A situação brasileira, ruim como possa parecer, é melhor do que a dos nossos concorrentes diretos, como Rússia, Índia, China, África do Sul.”

Ele está ministrando a aula inaugural de um curso de pós-graduação em direito e advocacia pública da Procuradoria Geral do Estado do Rio. Falando a uma plateia jovem, em sua maioria, Barroso passou uma mensagem de esperança no futuro, dizendo-se numa “onda otimista, um pouco contra a corrente”.

“O Brasil vem vivendo uma onda de negatividade que a gente precisa inverter, romper esse círculo. Não se sabe se o otimismo funciona, mas o pessimismo funciona, torna as coisas piores. Por isso tenho procurado olhar a cena brasileira para um pouco além da complexa fotografia desse momento. Temos fundadas razões para acreditar que logo ali na frente esta página estará virada e teremos dias melhores”, disse.

“Com as próximas eleições, se conseguirmos andar na direção certa, voltaremos a ser uma das grandes sensações do mundo, como éramos há alguns anos. Nós nos perdemos no caminho, e por muitas razões, e em muitas direções. Mas há toda a possibilidade de se refazerem o caminhos e evitarem novos erros e fazermos um país maior e melhor”, complementou.

Barroso começou sua fala exaltando a “estabilidade institucional e monetária” e os ganhos com a inclusão social resultantes de políticas públicas dos últimos anos, e também a iminência do aniversário de 30 anos da Constituição, em 2018.

 

 

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