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Lideranças da oposição na Câmara dos Deputados e no Senado vão entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a imediata suspensão da propaganda institucional do governo Michel Temer – veiculada nesta quarta-feira (6/10), em jornais brasileiros e que deve ser divulgada em outros meios de comunicação. A campanha é intitulada “Vamos tirar o Brasil do vermelho para voltar a crescer”.

A representação vai pedir, além da imediata suspensão de campanha, apuração de ocorrência de crime eleitoral, avaliação dos custos da peça e uma eventual devolução desses gastos em caso de irregularidade comprovada. A oposição também vai agir em outras frentes: pedir, via requerimento de informações no Senado, informações sobre o anúncio e ainda estuda se vai mover ações civis de ressarcimento aos cofres públicos pelo suposto desvio de finalidade da peça.

Para adversários do governo, o anúncio tem como meta incitar o ódio ao PT, ao fazer uma mensagem subliminar ao vermelho, cor pela qual o partido é conhecido.

Reprodução

Contas públicas
Feita para subsidiar o governo e aliados na disputa para aprovar a PEC do teto dos gastos e outras medidas do ajuste fiscal, a peça cita o fato de que a gestão Temer encontrou uma situação “muito grave” nas contas públicas, quando assumiu após o afastamento de Dilma Rousseff (PT). Cita ainda uma série de 14 fatos – como prejuízos bilionários em empresas estatais, obras inacabadas e o inchaço da máquina pública.

O presidente do PT, Rui Falcão, disse que a campanha deixa evidente a intenção de Temer de “liquidar” o partido. “Não basta nossa derrota eleitoral. Querem nos eliminar da vida política”, afirmou Falcão, depois de reunião da Executiva Nacional do PT nesta quarta-feira, a primeira após as eleições municipais.

O estudo feito pela equipe econômica que deu subsídio à campanha institucional faz um duro balanço da gestão Dilma. O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, teve acesso ao documento intitulado “Exemplos de Descontrole e Desperdício de recursos públicos no governo anterior”. O texto tece críticas sobre 16 políticas do governo Dilma e indica as medidas que o governo Temer tem adotado.

 


 

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