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Um dia após ser associado pela Polícia Federal à prática de corrupção investigada no inquérito do “quadrilhão” do PMDB, o presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou nesta terça-feira (12/9) que “o povo brasileiro é maior do que qualquer crise” e que no país “cada um quer derrubar o outro”. Temer também disse que problemas são “artificialmente criados” no Brasil e que seu governo obteve “sucesso” em função do diálogo com o Congresso Nacional.

O presidente também foi delatado criminalmente pela cúpula da JBS e tenta barrar as acusações no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto aguarda uma eventual segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), possivelmente por organização criminosa e obstrução da Justiça.

Em busca de uma agenda positiva na economia, Temer fez de uma reunião com empresários e sindicalistas uma cerimônia aberta no Palácio do Planalto, posando para fotos e com direito a discursos de ministros e convidados. Temer defendeu que se monte uma comissão de debates no governo integrada por representantes dos sindicatos e do Legislativo.

“Esse diálogo é fundamental para a democracia até porque irmana, fraterniza as pessoas. O que é uma coisa muito importante num país em que cada um quer derrubar o outro, cada um quer derrotar o outro, cada um quer encontrar um caminho para verificar como é que atrapalha o outro. E não consegue. Não consegue porque o Brasil não para. O povo brasileiro é maior do que toda e qualquer crise, é capaz de encarar os problemas, muitas vezes artificialmente criados, e dizer ‘não vou no artifício, vou na realidade’. E a realidade é o crescimento do país.”

O relatório final da PF aponta indícios de que Temer e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) cometeram crime de corrupção. O documento indica também que o presidente recebeu R$ 31,5 milhões em vantagens por participar de suposta organização criminosa, formada por políticos, que atuou na Petrobras e nos governos petistas.

As conclusões foram encaminhadas ao STF. O relatório da investigação, iniciada em 2015, era aguardado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para finalizar uma eventual segunda denúncia contra Temer.

 

 

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