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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deve se reunir na semana que vem com a bancada de deputados do PSDB e do DEM para apresentar a proposta de reforma da Previdência. O encontro será similar ao que foi realizado em 14 de março com os parlamentares do PSB e ao feito uma semana antes com deputados de outros partidos: PMDB, PSD, PRB e PP, que compõem a base de apoio ao governo na Casa.

Nessas reuniões, Meirelles costuma mostrar dados sobre a evolução das despesas previdenciárias nas últimas décadas para ressaltar a necessidade de se aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, sem que alterações diminuam o projeto inicial. Para o governo, o ritmo das despesas é “avassalador” e “está na hora de enfrentar isso”. O argumento para quem é contra as mudanças é o de que é melhor alterar algumas regras, mas ter a garantir de se receberá o benefício.

Ainda que sofra rejeição popular, a proposta de reforma da Previdência está bem equilibrada, na opinião do ministro. “É claro que o governo terá de enfrentar algumas decisões importantes, como ocorre com qualquer reforma”, afirmou.

“Quando se faz uma reforma, todos têm de colaborar”, afirmou durante entrevista coletiva após o primeiro dia de reunião financeira do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo) em Baden-Baden, na Alemanha. O ministro lembrou que a situação de alguns Estados brasileiros é crítica – como o Rio , que está atrasando salários – e que o colapso foi visto também em alguns países europeus, como a Grécia.

 

 

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