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A defesa do ex-procurador da República Marcello Miller tentou entregar o passaporte dele na Superintendência da Polícia Federal no Rio neste sábado (9/9), mas o delegado de plantão não aceitou. Segundo André Perecmanis, um dos advogados de Miller, o delegado alegou que durante o plantão somente atos em flagrante delito poderiam ser registrados.

“Falaram também que não poderiam receber o passaporte sem uma decisão judicial”, afirmou Perecmanis.

Por volta de 20h30, o advogado informou que a prisão preventiva de Miller não havia sido cumprida. Na noite de sexta-feira (8), a Procuradoria-Geral da República (PGR) entregou o pedido de prisão preventiva ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso envolvendo a delação premiada de executivos do frigorífico JBS.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ainda a prisão de Joesley Batista e de Ricardo Saud, ex-diretor da J&F, holding controladora da JBS. Os dois firmaram acordo de delação premiada, mas foram pegos em gravação em que citam a participação supostamente indevida de Miller na negociação com a PGR.

Em manifestação enviada a Fachin neste sábado, a defesa de Miller questionou o pedido de prisão e colocou o passaporte dele à disposição. De acordo com Perecmanis, caso uma decisão desfavorável a Miller não seja tomada no domingo, a defesa vai a Brasília na segunda-feira (11) para entregar o documento do ex-procurador no cartório do STF. “O passaporte está disponível, está conosco”, afirmou Perecmanis.

 

 

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