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Detido “sob pressão” após condenação a 12 anos de prisão, o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil) negocia acordo de delação “que exige que se justifiquem acusações falsas e sem provas apresentadas” contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assim reagiu o criminalista Cristiano Zanin Martins, advogado do petista.

Em nota, Zanin acrescentou que “o depoimento de Palocci é contraditório com outros depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e com as provas apresentadas”. Para a defesa de Lula, a declarações do ex-ministro terão o mesmo destino das feitas pelo ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, e do senador cassado Delcídio do Amaral (PT-MS).

“Como Léo Pinheiro e Delcídio, Palocci repete papel de validar, sem provas, as acusações do MP para obter redução de pena.” Para a defesa de Lula, Palocci compareceu “pronto para emitir frases e expressões de efeito, como pacto de sangue.”

Zanin concluiu sua nota afirmando que “após cumprirem este papel, delações informais de Delcídio e Léo Pinheiro foram desacreditadas” até pelo Ministério Público Federal (MPF).

Dilma e PT
A presidente cassada Dilma Rousseff (PT) não se manifestou sobre as declarações de Palocci. A Comissão Executiva Nacional do O PT divulgou nota afirmando que “rechaça as informações prestadas pelo ex-ministro”.

“O depoimento se soma a outras tentativas da Força Tarefa da Lava Jato de tentar incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem apresentação de provas, baseadas apenas em delações sem valor legal. Fica cada vez mais claro o caráter de perseguição política movida por setores da Justiça contra o PT.”

A executiva do partido relaciona o conteúdo do depoimento de Palocci com o fato de que Lula liderar pesquisas de opinião de voto para as eleições de 2018. “O PT se solidariza com o ex-presidente Lula, que nos últimos anos teve sua vida devassada sem que houvesse sido encontrado qualquer vestígio de enriquecimento pessoal.”

A Odebrecht informou também por meio de nota que a empresa colabora com a Justiça no Brasil e nos países em que atua. Segundo ela, a companhia reconheceu os seus erros, pediu desculpas pública.

Além disso, a construtora afirma que assinou acordo de leniência com as autoridades do Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Equador e Panamá, e está comprometida “a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas”.

 

 

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