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O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou o empresário Joesley Batista de ter mentido na delação da JBS e na entrevista à Revista Época, divulgada no último fim de semana. Cunha afirmou, em nota divulgada nesta segunda-feira (19/6), que teve um encontro com Joesley e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar do impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016.

O ex-parlamentar ainda reforçou o pedido de sua defesa para anular a delação de Joesley no Superior Tribunal Federal (STF). O dono da JBS garante que pagava propina, com o aval do presidente da República Michel Temer (PMDB), para que Eduardo Cunha se mantivesse em silêncio.

As declarações de Cunha constam em uma carta redigida pelo próprio ex-presidente da Câmara dos Deputados, que está preso na Complexo Médico-Penal de Pinhais, em Curitiba, onde cumpre pena após ter sido condenado na Operação Lava Jato.

“Ele apenas se esqueceu que promoveu um encontro que durou horas no dia 26 de março de 2016, Sábado de Aleluia, na sua residência (…), entre eu, ele e Lula, a pedido do Lula, a fim de discutir o processo de impeachment, ocorrido em 17 de abril, onde pude constatar a relação entre eles e os constantes encontros que eles mantinham”, escreveu Cunha.

O ex-deputado garantiu, como prova do encontro, que os seguranças da Câmara dos Deputados o acompanharam até a reunião e podem ser ouvidos. Na nota, Eduardo Cunha classifica Joesley como “delinquente”. Indignado, desafia o empresário a comprovar as suas afirmações.

“Lamento ter exposto a minha família à convivência com esse perigoso marginal, na minha casa e na dele, onde hoje fica claro que ele mente para obter benefícios para os seus crimes, ficando livre da cadeia, obtendo uma leniência fiada, mas desfrutando dos seus bilionários bens a vista, tais como jatos, iate, cobertura em NY, mansão em St. Barthy, além de bilhões de dólares no exterior, dentre outros”, diz.

 

 

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