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Dois sobreviventes da chacina em Campinas contaram em entrevista ao programa “Fantástico”, da Rede Globo, os momentos de terror vividos na noite de ano-novo. Durante a festa, o técnico de laboratório Sidnei Ramis, de 46 anos, invadiu a casa e matou 11 pessoas, incluindo a ex-mulher, Isamara Filier, e o próprio filho de oito anos.

Um dos sobreviventes, que preferiu não se identificar, contestou a versão deixada por Sidnei em áudios e cartas. Ele justificou o ataque por, supostamente, ser impedido de ter contato com o filho e, repetidamente, chamava a ex-mulher de “vadia”.

“Isamara nunca o proibiu de ver o menino. Ela nunca cessou o contato dos dois”, disse a testemunha, que sobreviveu ao se esconder no banheiro da casa no momento do crime. O sobrevivente também negou que os familiares assassinados por Sidnei participassem da briga dele com a ex-mulher. “Ele matou pessoas que não via há muito tempo”.

Outro sobrevivente, Admílson Veríssimo Moura foi uma das primeiras vítimas do massacre. Ele estava na garagem quando viu Sidnei pular o muro e levou tiros na perna.

Moura, que ficou inconsciente por alguns minutos, relatou o que viu ao acordar. “Senti cheiro de pólvora e ouvi ele gritando e xingando, principalmente a ex-mulher”, relatou.

Mesmo ferido, Moura conseguiu se levantar e pular o muro. Na rua começou a gritar por socorro. Entretanto, neste momento, Sidnei já havia matado familiares, a ex-mulher, o filho. Em seguida, o homem cometeu suicídio.

 

 

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