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Uma servidora da Polícia Federal, que mora em Águas Claras, foi presa nesta segunda-feira (4/9) durante a Operação Brabo. Ela é suspeita de vazar informações para uma organização criminosa acusada de tráfico internacional de drogas. O mandado de prisão foi cumprido pela própria PF, após decisão judicial. Segundo as investigações, o grupo usava o Porto de Santos como principal local de saída de entorpecentes. Mais de seis toneladas de cocaína pura foram enviadas para a Europa.

A prisão não foi a única. Além do DF, cerca de 800 policiais cumpriram mandados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. Ao todo, foram expedidos pela Justiça de São Paulo 190 mandados de busca e apreensão, 120 de prisão preventiva e sete de prisão temporária. Até as 11h30, 80 pessoas haviam sido detidas, sendo 28 funcionários do Porto de Santos.

As investigações tiveram início em agosto de 2016, após cooperação policial internacional entre a PF e o DEA (agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas) na análise de cinco apreensões de cocaína realizadas entre os meses de agosto de 2015 e julho de 2016 (três realizadas no porto de Santos e duas num porto na Rússia, vindas de Santos). Por suas características, levantou-se a suspeita de que um mesmo grupo tivesse sido responsável por todas as remessas, que totalizaram 2,1 toneladas.

O inquérito policial foi instaurado em agosto de 2016 e aponta que os investigados se articulavam em verdadeiras empresas criminosas. Diferentes grupos organizados e especializados, atuantes no Brasil e na Europa, se associavam entre si, conforme as necessidades que tinham em cada negócio ilícito que pretendiam realizar. A cocaína pura vinha dos países produtores para ser estocada em diversos locais na cidade de São Paulo e ser enviada à Europa pela via marítima.

Desde agosto do ano passado, a PF realizou 14 apreensões de cocaína nos portos de Santos/SP, Salvador/BA e Itajaí/SC, além de alertar autoridades para que interceptassem carregamentos que já haviam sido remetidos aos portos de Antuérpia (Bélgica), Shibori (Inglaterra), Gioia Tauro (Italia) e Valencia (Espanha). Essas apreensões totalizaram outras 5,9 toneladas de cocaína pura que deixaram de abastecer o tráfico europeu.

O nome da operação remete a um dos destinos da droga, o porto de Antuérpia (Bélgica). Brabo seria um soldado romano que teria libertado os habitantes da região do rio Escalda, onde se localiza Antuérpia, do jugo de um gigante e jogado sua mão no rio. Essa lenda deu origem ao nome da cidade.

 

 

 

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