PF diz que pode fornecer cópias de material do celular de Vorcaro ao STF
Segundo a Polícia Federal, dados encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça são apenas cópias

A Polícia Federal (PF) encaminhou, neste domingo (13/9), ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, despacho referente à custódia e ao estado do material extraído do aparelho celular de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
Em petição enviada a Fachin, a PF destacou que os dados originais extraídos do celular de Vorcaro seguem na corporação.
Informou ainda que dispõe de plenas condições técnicas para produzir e encaminhar, de imediato, cópia idêntica da extração aos demais gabinetes que a solicitaram, observadas as determinações da Corte e as cautelas de sigilo aplicáveis.
Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin pediram acesso ao material.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA PF esclareceu, ainda, que os dados encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, em março deste ano, não correspondem ao material original, que jamais deixou a custódia da instituição. Trata-se de cópia, que foi enviada mediante solicitação do próprio gabinete, conforme documentação constante do processo administrativo correspondente.

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Ver todasIphone 17 Pro
Conforme o documento da PF encaminhado ao STF, o celular de Vorcaro é um Apple, modelo Iphone 17 Pro, que foi apreendido em 18/11/2025, no âmbito da primeira fase da Operação
Compliance Zero.
O material em poder da PF inclui o exame pericial do dispositivo, conforme laudo elaborado em 19/11/2025, no Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional de Polícia Federal em São Paulo.
STF em crise
Os magistrados solicitaram acesso à íntegra do material apreendido antes da sessão da próxima terça-feira (15/9), em que o plenário da Corte irá analisar o relatório da PF sobre as conversas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, tornadas públicas por decisão de André Mendonça, relator do Caso Master, no início da última semana.
A ação instaurou crise interna no STF colocando Moraes e Mendonça como adversários dentro da Corte. Em retaliação, Moraes pediu que Mendonça seja investigado e acusou o colega de persegui-lo com intenções políticas e mostrou relatórios de inteligência da PF que apontariam suspeitas sobre a conduta de Mendonça.
Mendonça revidou e afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pela confecção de tais relatórios apontados como irregulares e acusou o chefe da corporação de monitoramento ilegal em meio ao Caso Master.
Andrei recorreu da decisão dentro de outro inquérito que apura outra frente do Master: o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sob relatoria de Flávio Dino. O chefe da PF negou ter promovido o monitoramento ilegal de Mendonça e pediu para ser reconduzido ao cargo – pleito atendido por Dino.
Em meio ao fogo cruzado, o presidente do STF, Edson Fachin, agiu em diferentes frentes para estagnar a crise. Primeiro, negou o pedido de Moraes para investigar Mendonça e tirou o ministro da relatoria do Inquérito das Fake News, assumida pelo presidente da Suprema Corte.
Depois, determinou que Mendonça tirasse o sigilo do processo referente ao Master e também puxou para si a relatoria do caso envolvendo mensagens de Moraes e Vorcaro e de descontos indevidos no Instituto Nacional de Previdência Social (INSS).
