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O pai do homem suspeito de ejacular em passageira de ônibus em São Paulo defende a prisão do filho. Porém, a Justiça liberou o rapaz que teria cometido o crime, Diego Ferreira Novais. “É perigoso que uma pessoa dessa fique solta, e o delito que ele pratica não é justo”, critica o aposentado, de 65 anos, que preferiu não se identificar ao ser entrevistado pelo Jornal do SBT.

“Em casa não posso ficar com ele. Ele é muito forte e agressivo”, descreveu. Desde que Novais foi solto, ainda na quarta-feira (30/8), o paradeiro dele é desconhecido. “Acho que viajou pra Bahia. Se ficar aqui os caras matam ele”, contou o pai, que estava acostumado a receber o filho na periferia da zona sul de São Paulo, onde mora.

O episódio, ocorrido na terça-feira (29), entra na lista de mais de 14 envolvimentos em crimes de abuso sexual. Em 2009, aos 19 anos, o ajudante-geral foi detido pela primeira vez, na delegacia da Lapa (zona oeste). Depois, novos registros começam em 2011 e vão até o caso de terça-feira. Por duas vezes, ele foi preso por flagrante de estupro.

Mas os casos acabaram enquadrados como ato obsceno e Novais foi solto, como ocorreu nesta quarta.

A audiência sob custódia, que liberou Novais, foi feita pelo juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto. Na sentença, o magistrado afirmou que não viu possibilidade de enquadrar Novais por estupro por não ter havido “constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça” no caso.

 

 

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