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A greve dos bancários pode acabar nesta quinta-feira (6/10). Em reunião que avançou a madrugada, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta que a categoria vai avaliar em assembleias no Distrito Federal e no restante do país. As instituições financeiras propuseram reajuste de 8% para 2016, mais abono de R$ 3.500.

Além disso, ofereceram aumento de 15% no vale-alimentação; de 10% no vale-refeição e no auxílio creche-babá; e licença paternidade de 20 dias. Para 2017, reajuste do INPC mais 1% de aumento real, nos salários e em todos os benefícios. Os sindicatos dos bancários de algumas cidades já recomendaram a aprovação da oferta.

Os bancos deixaram claro que a proposta vale apenas para esta quinta. Ou seja, os trabalhadores devem aprová-las em assembleias e retornarem ao serviço. Garantiram, ainda, que todos os dias serão abonados.

A greve completa 31 dias, com pelo menos metade das agências bancárias de todo o país fechadas e o restante funcionando parcialmente. Com o aumento da procura nos caixas eletrônicos, muitos já estão sem dinheiro.

Reivindicação
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo-quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.

Atualmente, os bancários recebem piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria). A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4. 043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.

 

 

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