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Marcelo Paranhos de Oliveira Miller, de 43 anos, dedicou 13 deles ao Ministério Público Federal, onde investigou casos de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. Com graduações em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1997), e em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco (2000), era considerado um dos procuradores mais especializados em Direito Internacional e Penal.

Trabalhou, como efetivo e colaborador, no gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de 2013 a 2017. Em 5 de abril deste ano, pediu exoneração do MPF e, uma semana depois, surpreendeu ex-colegas ao aparecer como representante do escritório Trench Rossi Watanabe numa reunião em que seria tratado o acordo de leniência da J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

O fato foi citado pelo presidente Michel Temer no discurso no dia em que a PGR ofereceu denúncia contra ele. Temer descreveu Miller como alguém que “ganhou milhões em poucos meses” e “garantiu ao seu novo patrão um acordo benevolente”.

Na ocasião, Miller disse que “não cometeu ato irregular” e a PGR afirmou que ele não participou da negociação de delação dos irmãos Batista. O escritório Trench Rossi Watanabe afirmou ontem que está à disposição das autoridades para esclarecer o que for necessário.

 

 

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