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Uma menina de 11 anos, estuprada pelo padrasto, foi impedida de realizar aborto pelo Serviço de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVVIS) do Estado do Piauí.

O Centro de Saúde disse que o aborto não foi consentido porque o tempo de gravidez para o procedimento havia extrapolado. A menina está na 25ª semana. O protocolo do Ministério da Saúde indica que o aborto seja realizado até a 12ª semana de gestação nos casos que a mulher é vítima de estupro.

A equipe do SAMVVIS afirmou para o UOL, que ofereceu amparo psicológico para encorajar a menina a criar o filho. Também foi disponibilizada a opção de entregar a criança para adoção.

A família da menina registrou boletim de ocorrência contra o padastro na Delegacia de Polícia de Timon (MA). O município fica a 425 km da capital maranhense e a apenas 5 km de Teresina e, por isso, o atendimento hospitalar foi realizado no Piauí.

Segundo a ocorrência, a menina era estuprada desde os 8 anos de idade. O homem ainda não foi preso.

O caso deve ser encaminhado para o Conselho Tutelar e caso a família deseje, a Justiça poderá ser acionada para que a interrupção da gravidez seja concedida.

 

 

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