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Depois da primeira vítima ser atacada com uma seringa na Avenida Paulista, em São Paulo, outra mulher disse ter sido picada por uma agulha no metrô da cidade. Sami Fernandes, 22 anos, por meio do Facebook, narrou como ocorreu o ataque e os momentos de desespero logo depois de perceber o que havia ocorrido. O caso dela aconteceu na última quarta-feira (14/9).

Facebook/Reprodução

Segundo a jovem, ela estava indo para a faculdade quando, na Estação da Sé, ela sentiu algo espetá-la e o músculo repuxar. “Fiquei assustada e comecei a olhar ao redor, mas não consegui ver um rosto suspeito ou um rosto assustado pelo que tinha feito. Mas nem isso o ser (seja homem ou mulher, adulto ou criança) teve a pachorra de ter.” Logo em seguida, ela desceu na Estação Liberdade e a tentar entender o que realmente havia ocorrido. “Lá estava a prova de tudo: um furo com sangue. Entrei em desespero na mesma hora, liguei para casa e entre soluços contei para minha mãe, que me pediu para que voltasse e fossemos ao hospital”, conta.

Ao chegar no hospital, o médico disse que ela não era a primeira pessoa a aparecer por lá após ser vítima dos maníacos da seringa, mas sim a nona. O especialista ainda disse que eles atacam um padrão de garotas. “Ele disse que era a nona que aparecia hoje e que esses loucos têm um padrão para atacar: meninas magras, baixas e que aparentam ser frágeis. Não houve ato sexual, mas me senti violada, me senti humilhada”, afirma.

Após ser medicada, Sami terá que fazer tratamentos preventivos e faz um apelo. “Por culpa de um psicopata, tenho que fazer um tratamento contra AIDS, hepatite e fazer vários exames. Por conta dos remédios, terei vários efeitos colaterais que vão atrapalhar a minha vida. Espero que as autoridades se mexam e façam algo para proteger as próximas mulheres, aquelas que não foram atacadas por essa violação. E caso tenha acontecido com vocês, por favor, façam o boletim de ocorrência, isso só vai ajudar a acabar com isso”, desabafou.

Retrato falado
No início de setembro, a Polícia Civil de São Paulo divulgou os retratos falados dos suspeitos de atacar as mulheres com seringas. Segundo a Folha de S.Paulo, foram mais de 19 casos registrados na polícia, sendo que oito estão sendo investigado.

PCSP/Reprodução  


 

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