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Enviadas especiais a Chapecó (SC) — “Oi, boa tarde, você tem camisa masculina da Chapecoense?”, perguntou o Metrópoles. A resposta veio com um questionamento um tom de súplica: “Moça, por favor, eu não consigo ver para você agora. Dá para esperar só um pouquinho?”, disse a vendedora, que só conseguiu atender a reportagem 20 minutos depois.

Esse tem sido o tempo de espera médio dos clientes na única loja esportiva de Chapecó. Desde que o desastre aéreo na Colômbia matou 71 pessoas — entre jogadores e comissão técnica, além de jornalistas e tripulantes —, na terça-feira (29/11), a procura pela camisa da Chape triplicou. A loja oficial do time decretou luto até a próxima semana e fechou as portas. Com isso, só sobrou um local que ainda vende a camisa. Mas por lá, o produto está perto de acabar.

“Eu já quase não tenho mais camisas. A verde não tem mais, só a branca. A gente pediu um carregamento extra e espera que chegue amanhã (2/12). Eu mesma trabalho na loja oficial, como vendedora. Mas vim para cá dar um apoio e, quando vi, me colocaram no caixa”, conta Sandy Durante, 22 anos. Segundo ela, os turistas que passam pelo local são os que mais procuram o produto.

Marcos Garcia (foto abaixo), 40 anos, contou que estava com viagem agendada para Chapecó antes do acidente de avião. Como os negócios não podiam esperar, ele se viu obrigado a manter a agenda. E aproveitou a chance para comprar a camisa oficial do time catarinense. “Eu acho meio salgado o preço, mas se é para ajudar o time a se reestruturar, vale a pena”, afirmou.

As camisas masculinas custam R$ 199. As femininas, R$ 189; e as infantis, R$ 179. Em lojas on-line, as camisas podem ser achadas por R$ 249.

 




 

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