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Um dos presos da operação Calicute foi libertado nesta quarta-feira (23/11) por engano. Luiz Carlos Bezerra, amigo de infância do ex-governador Sérgio Cabral, e apontado como operador do esquema que recebeu pelo menos R$ 224 milhões de propinas de empreiteiras, tinha sido preso em flagrante na quinta-feira (17) por porte ilegal de armas, além do mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz da 7ª Vara Federal , Marcelo Bretas.

Na terça-feira (22) o juiz da 3ª Vara Criminal Federal concedeu habeas corpus pelo porte ilegal de armas. O alvará de soltura trazia a ressalva: “se por outro motivo não tiver que permanecer preso”. Bezerra foi libertado na manhã de quarta-feira (23). Nesta quinta-feira, 24, Bretas determinou que Bezerra seja preso novamente.

Ele classificou a libertação dele “grave erro material durante o cumprimento do alvará de soltura (…), quando foi desconsiderada a prisão preventiva anteriormente ordenada” pela 7ª Vara Federal. Na decisão, Bretas determina ainda que Bezerra fique isolado dos demais presos, já que “durante o período em que esteve em liberdade pode ter obtido informações que, se compartilhadas, podem acarretar prejuízo às investigações”.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) ainda não se pronunciou sobre a libertação de Bezerra.

 

 

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