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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux disse na manhã desta segunda-feira (12/6) que, durante o julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pensou no que era melhor para o Brasil e que não disputou vaidades. “Não disputei vaidades, pensei no que era melhor para o Brasil”, disse.

A declaração ocorreu para uma plateia de empresários e representantes do mercado financeiro que participam nesta manhã do evento Brasil Futuro – Direito, Economia e Desenvolvimento, que a Consulting House realiza em São Paulo.

Essa é a primeira participação do ministro em evento público depois do julgamento que absolveu a chapa Dilma-Temer, mantendo no poder o presidente Michel Temer. O mandatário foi absolvido por um placar de quatro votos a três.

Fux foi um dos três votos pela cassação de Temer, seguindo o voto do relator Herman Benjamin, que também foi seguido pela ministra Rosa Weber.

“Eu não consegui me curvar à ideia de que o que estava sendo discutido no Tribunal, uma questão de fundo seríssima, utilizando-se de um artifício, era: não, não, isso não estava na ação”, criticou o ministro.

O julgamento foi marcado por debates sobre a inclusão das delações da Odebrecht e do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura no processo, posição defendida pelo ministro-relator.

Fux, que discorreu durante sua participação no evento sobre o direito econômico, ao encerrar sua palestra, voltou-se para a plateia e disse que “os senhores podem estar certos de que o Judiciário não faltará ao Brasil nestes momentos de dor”. Ainda segundo o ministro, “o Judiciário vai levar o Brasil ao porto, e não ao naufrágio”.

 

 

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