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O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli afirmou na manhã desta terça-feira (14/3) que nunca soube de pagamento de propina da Odebrecht para o ex-ministro Antonio Palocci, a fim de que utilizasse a influência que tinha sobre o governo para viabilizar contratos com a construtora. A declaração de Gabrielli ocorreu logo após a saída do seu depoimento, por videoconferência, ao juiz Sérgio Moro.

“Afirmei [em depoimento] que nunca tive nenhuma conversa individual com Palocci sobre qualquer situação de propina. Nunca tive. Portanto, não tenho porque afirmar nada sobre isso, porque não tenho conhecimento sobre isso”, relatou o ex-presidente da Petrobras ao G1.

Segundo Gabriele, no depoimento a Moro, que durou cerca de uma hora, ele falou sobre contratação de sondas e sobre a petroquímica. “Fiz um depoimento sobre as estratégias da Petrobras sobre a construção dos estaleiros no Brasil e a expansão sobre a expansão da indústria naval brasileira”, afirmou.

Relato
Gabrielli chegou à sede da Justiça Federal, em Salvador, por volta das 9h10 para depor a Moro em um dos processos da Operação Lava Jato. Acompanhado de uma assessora, o ex-presidente falou como testemunha. Ele foi listado na ação penal pelas defesas de Palocci, do ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e pela defesa do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque.

A ação investiga suposto pagamento de propina do Grupo Odebrecht ao ex-ministro Antonio Palocci. Ele, então, teria usado a influência que tinha dentro do governo federal para viabilizar contratos entre a empresa e a Petrobras.

 

 

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