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O deputado cassado Eduardo Cunha foi intimado nesta quinta-feira (13/10) pelo juiz federal Sérgio Moro a apresentar resposta para ação em que é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta.

O processo foi encaminhado à 13ª Vara Civel do Paraná pelo ministro Teori Zavascki, em 14 de dezembro, após a votação na Câmara dos Deputados que cassou o mandato de Eduardo Cunha no dia 12 do mesmo mês.

Com a intimação, Moro dá início ao trâmite do processo contra Cunha em Curitiba, que ocorrerá sem sigilo. Ao determinar que não haverá segredo de justiça na condução, o juiz argumentou interesse público.

“Não se trata aqui de discutir assuntos privados, mas supostos crimes contra a Administração Pública. A publicidade propiciará assim não só o exercício da ampla defesa pelos investigados, mas também o saudável escrutínio público sobre a atuação da Administração Pública e da própria Justiça criminal”, disse Moro.

Segundo a denúncia, Eduardo Cunha teria recebido propina no valor de R$ 5 milhões pela influência na compra pela Petrobras de um campo petrolífero em Benin, na África, por R$ 138 milhões. O montante teria ido para suas contas na Suíça, e para a conta de sua esposa, Cláudia Cruz, que também é acusada por receber recursos ilícitos.

 

 

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