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A Justiça aceitou em parte pedido da J&F e suspendeu, por 15 dias, a Assembleia-Geral Extraordinária (AGE) da JBS. A holding da família Batista recorreu nesta quinta-feira (31/8) contra liminar concedida a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e Caixa Econômica Federal, que havia impedido a participação de Wesley e Joesley Batista na assembleia.

A suspensão ocorreu minutos antes do início da assembleia. Acionistas já estavam e permanecem reunidos nesta sexta-feira (1º/9) na sede da JBS. A decisão é assinada pela juíza federal Gisele de Amaro e Franca.

A magistrada afirma no documento que, diante das controvérsias, a decisão na postergação tem como fato o estatuto da empresa contar com a possibilidade de arbitragem, a qual deverá ser a ferramenta utilizada para se estabelecer se há ou não conflito de interesse. A CVM se omitiu e não se manifestou sobre o tema, o que levou o BNDES a entrar com ação na Justiça.

Em seu pedido, o BNDES traz o entendimento de que os irmãos Batista estariam impedidos de votar na Assembleia por existir, na situação, conflito de interesse.

Ontem, o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar) e a Caixa, acionistas da JBS, conseguiram na Justiça Federal de São Paulo liminar para impedir que os controladores da companhia participassem da AGE. Os bancos públicos querem votar pela saída de Wesley Batista do comando da empresa de alimentos.

 

 

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