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Ao decretar a prisão preventiva de Geddel Vieira Lima, o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, destacou que o ex-ministro da Secretaria de Governo e ex-vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa age de “forma sorrateira”.

Geddel foi preso nesta sexta-feira (8/9) na Operação Tesouro Perdido. A Polícia Federal atribui a ele a propriedade da fortuna de R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrada em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador (BA). O ex-ministro estava em regime domiciliar em um imóvel situado a pouco mais de um quilômetro do bunker com R$ 51 milhões.

No decreto de prisão de Geddel, o juiz federal assinalou que o ex-ministro nunca havia revelado a existência da dinheirama.

“Ouvido pela autoridade policial e também por este Juízo [audiência de custódia] em nenhuma dessas oportunidades revelou que detinha esses valores, sequer trouxe qualquer indicação nesse sentido, de modo que reitera na atividade delituosa de lavagem de capitais e outros delitos de forma sorrateira, em estado de permanência, pois os valores estavam ocultos em um apartamento cuja finalidade era exclusivamente guardá-los.”

O juiz federal assinalou ainda que “mesmo na remota hipótese de que os vultosos valores encontrados não sejam produtos diretos dos crimes ocorridos na Caixa Econômica Federal, o certo é que Geddel Vieira Lima estava em prisão domiciliar e tais fatos repercutem desfavoravelmente na situação do requerido, por incorrer em reiterada prática criminosa que dá ensejo à prisão preventiva para asseguramento da ordem pública, inclusive diante das provas que o apontam como dono ou possuidor dos valores.”

A defesa do ex-ministro informou que vai se manifestar somente quando tiver acesso aos autos da Operação Tesouro Perdido.

 

 

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