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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou ter pedido uma “investigação imediata” sobre as citações dos ministros da Casa no áudio que vazou sobre a delação da JBS.

“Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal e a honorabilidade de seus integrantes. Impõem-se, pois, com transparência absoluta, urgência, prioridade e presteza a apuração clara”, defendeu a ministra.

Cármen disse que o pedido foi enviado ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A presidente da Corte estabeleceu data para início e conclusão da investigação.

Uma conversa entre Joesley Batista e seu funcionário Ricardo Saud, já em análise pelo STF, mostra os ex-executivos da JBS negociando o pagamento de propina aos políticos. Nomes de ministros do Supremo também são mencionados: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e a presidente da Corte, Cármen Lúcia. Em nenhuma delas, há atribuição a nenhum tipo de crime. O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo é citado em trechos das gravações. Segundo os delatores, “se pagassem” o petista, “pegariam o Supremo”.

Desculpas
Em nota, Joesley Batista e Ricardo Saud pediram “as mais sinceras” desculpas e informaram que não têm conhecimento de “nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades”.

“A todos que tomaram conhecimento da nossa conversa, por meio de áudio por nós entregue à PGR, em cumprimento ao nosso acordo de colaboração, esclarecemos que as referências feitas por nós ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República e aos Excelentíssimos Senhores e Senhoras Ministros do Supremo Tribunal Federal não guardam nenhuma conexão com a verdade. Não temos conhecimento de nenhum ato ilícito cometido por nenhuma dessas autoridades. O que nós falamos não é verdade, pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso e reiteramos o nosso mais profundo respeito aos Ministros e Ministras do Supremo Tribunal Federal, ao Procurador-Geral da República e a todos os membros do Ministério Público”, diz a nota.

 

 

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