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O Metrópoles é finalista do Prêmio CNT de Jornalismo. O portal classificou duas reportagens entre as cinco finalistas na categoria Internet. As escolhidas foram os especiais “Avisa quando chegar — O assédio que paralisa as mulheres” e “Piratas do asfalto“. Em ambos os casos, os repórteres dedicaram semanas de apuração, em um minucioso trabalho de coleta de dados formatados não apenas como texto, mas com uma série de recursos audiovisuais.

O prêmio, concedido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), está na sua 23ª edição e é um dos mais tradicionais no jornalismo nacional. São avaliadas reportagens de todo o país sobre transporte e trabalhadores do setor, com a intenção de chamar a atenção da sociedade e do poder público sobre a importância da atividade na vida econômica, social, política e cultural do país.

Entre os recursos utilizados na primeira reportagem — sobre como o assédio no transporte público e nas ciclovias limita o direito de ir e vir das mulheres e alimenta o ciclo de pobreza —, estão mapas interativos, vídeos e entrevistas em vários países. O material foi publicado em agosto e pode ser conferido na íntegra neste link.

Durante quatro semanas, a equipe de reportagem andou de trem, de ônibus e de metrô no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo, nos horários de pico e nas linhas de maior aglomeração. Foram 3 mil quilômetros percorridos em busca de histórias e imagens que falassem sobre como a violência e o assédio nos transportes públicos afetam a realidade social das mulheres.

Entrevistadas de 12 países diferentes também mandaram depoimentos em áudio, vídeo e texto, que revelam o retrato de um mundo que não respeita o espaço das mulheres no caminho do trabalho ou nem mesmo do lazer.

Ao todo, foram ouvidos 11 especialistas e 48 usuárias de transporte público. O Metrópoles andou em vagões mistos e exclusivos — no caso de Rio e DF — para avaliar a sua eficácia. Além disso, chamou a atenção para o cicloativismo como promotor do direito de locomoção.

 


Transporte pirata no coração da República
Também concorre ao prêmio a série “Piratas do asfalto”. Após quatro meses de apuração, o Metrópoles mergulhou no transporte pirata para entender como ele funciona na capital federal. Reuniu depoimentos que revelam como os PMs atuam no esquema e o papel das cooperativas, que faturam alto com a venda de permissões para circular. Em três reportagens, foram revelados detalhes de uma organização nada convencional, que funciona à margem da lei, na qual a propina e a coação garantem passe livre pelas centenas de rotas em que transitam.

Nos vídeos produzidos pela reportagem, policiais confessaram que colegas de profissão montaram impérios particulares na atividade ilegal. Cooperativas foram criadas a fim de deixar os criminosos ainda mais organizados, aumentando assim a margem de lucro.

Para descrever a rotina dos profissionais de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), embarcamos com eles em um dia de trabalho pelas principais rotas dos “pirateiros” interestaduais que circulam pelo Distrito Federal. Na ocasião, em que houve até mesmo uma tentativa de fuga, testemunhamos o descaso do transporte clandestino com a segurança dos passageiros — que, acusando a ineficiência do serviço oferecido pelo GDF, disseram que é preferível arriscar a sorte para chegar em casa do que passar horas à espera dos ônibus convencionais.

Após a veiculação da matéria, mudanças estruturais foram feitas na Secretaria de Transporte local. O subsecretario foi exonerado, a punição se tornou mais severa e agentes de fiscalização afirmaram que ganharam mais um fôlego para combater o crime. Uma das fontes do Metrópoles na Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) afirmou que, após a publicação da reportagem, a Justiça condenou um “pirateiro” à prisão pela primeira vez.

“Isso nunca havia ocorrido antes. A divulgação dessa atividade na mídia reforça que as autoridades precisam agir de forma efetiva contra esses infratores”, disse Susi Ane Suarez da Silva, coordenadora regional de Fiscalização da ANTT.

As duas reportagens especiais do Metrópoles concorrem ao prêmio CNT ao lado de duas matérias de O Tempo e uma do Estado de Minas, ambos de Belo Horizonte. A premiação será dia 7 de dezembro, em Brasília, na sede da confederação.

Reconhecimento
Em um ano de existência, o Metrópoles conseguiu expressivas conquistas profissionais. Em setembro, o portal faturou o Prêmio Abracopel de Jornalismo, com a reportagem “Distrito Federal registra alta nos acidentes elétricos em 2016”.

Em julho, sagrou-se vencedor do concurso da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de Jornalismo 2016, na categoria Destaque Regional Centro-Oeste. A reportagem selecionada pelos jurados foi “O despertar do Centro-Oeste para a revolução industrial”, que debate o desenvolvimento econômico da região.

Em dezembro de 2015, a reportagem especial “Um deserto chamado Distrito Federal” foi escolhida como a melhor cobertura na categoria Utilidade Pública para Internet do 2º Prêmio Bombeiros da Comunicação. Foram avaliadas 867 matérias de veículos impressos, internet, rádio e tevê.

O Metrópoles ainda disputa o Prêmio Abear de Jornalismo A reportagem selecionada, “O céu é para todos“, faz um diagnóstico dos avanços da aviação civil nos últimos anos e elenca os principais desafios do momento atual do setor.

 

 

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