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Enviadas especiais a Chapecó (SC) — Na manhã desta quinta-feira (1º/12), a assessoria de imprensa da Chapecoense informou que, por conta da presença do presidente Michel Temer (PMDB), a torcida não poderá ter acesso ao campo da Arena Condá, onde ocorrerá o velório coletivo das vítimas do acidente aéreo na Colômbia. A informação foi confirmada em entrevista dos dirigentes da equipe nesta manhã.

Diante da notícia, torcedores do clube que fazem vigília na arena, que pertence ao clube de Chapecó (SC), ficaram revoltados. Por conta da repercussão negativa, dirigentes da Chapecoense confirmaram que o público terá acesso apenas às arquibancadas e cadeiras do estádio.

O clube organiza um velório coletivo de 51 pessoas, entre jogadores, comissão técnica e jornalistas que morreram no acidente aéreo na Colômbia. Eles esperam mais de 100 mil pessoas.

Segundo representantes da Chapecoense, as alterações foram feitas a pedido do cerimonial da Presidência da República, por questões de segurança.

Terão acesso ao campo apenas familiares, amigos e autoridades. Quando o velório começar, serão 45 minutos de cerimônia fechada aos parentes. Em seguida, a arquibancada e as cadeiras serão abertas aos torcedores. A previsão é que a despedida dure quatro horas. Depois ocorrerá a liberação dos corpos para o enterro.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Fernando de Lima, presidente da Torcida Jovem Chapecoense

 

“Ele nunca assistiu a um jogo da Chapecoense, o presidente nem sabia quem era o time antes dessa tragédia. Eu ainda sou da torcida do time e posso tentar uma pulseira dessa aí. Mas e a galera que está aqui acampada há dois dias?”, questiona Fernando de Lima, presidente da Torcida Jovem Chapecoense.

Colaborou João Gabriel Amador

 


 

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