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Operadores europeus faturaram o leilão dos aeroportos de Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis, no primeiro certame de concessões de infraestrutura de transportes da gestão Temer. Considerando o valor total da outorga que os futuros concessionários deverão pagar ao longo dos até 30 anos de contrato, o montante fixo de outorga é de R$ 3,7 bilhões, sem considerar os montantes variáveis de outorga, que serão pagos no futuro em porcentual da receita gerada.

Considerando apenas o valor inicial de outorga, a ser pago nas assinaturas dos contratos de concessão, o governo conseguiu arrecadar, com a licitação, um valor global de R$ 1,45 bilhão. Isso corresponde a um ágio de 93,7% em relação ao montante mínimo inicial previsto de R$ 753,5 milhões.

A alemã Fraport conquistou dois terminais, Fortaleza e Porto Alegre. Para o primeiro, ofereceu R$ 425 milhões, o que corresponde a um ágio de 18% em relação ao montante mínimo inicial previsto, de cerca de 360 milhões. Para Porto Alegre, ofereceu R$ 290,512 milhões, montante 852% maior que os cerca de R$ 31 milhões iniciais.

Já a francesa Vinci Airports ficou com Salvador, ao oferecer R$ 660,943 milhões, o que corresponde a um ágio de 113% ante o valor mínimo de R$ 310 milhões. A operadora foi a única a apresentar proposta pelo terminal, mas chegou a tentar abrir mão do aeroporto, preferindo disputar Fortaleza. Ao final, perdeu as disputas pelo terminal cearense e também pelo aeroporto de Florianópolis.

Por fim, a Zurich ficou com o terminal de Florianópolis, com um lance de R$ 83,333 milhões, o que corresponde a um ágio de 58% ante um valor mínimo de R$ 52,75 milhões.

 

 

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