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Além de se vangloriar de comandar uma facção com 200 mil homens cadastrados e com senhas, o traficante José Roberto Fernandes Barbosa, o Pertuba, não deixava de falar do seu time de futebol, o Compensão. Um dos principais líderes da facção Família do Norte, José Roberto chegou a investir R$ 320 mil na equipe para conseguir disputar o campeonato amador amazonense ‘Peladão’.

A FDN, com dinheiro arrecado pela “caixinha” paga pelos integrantes da facção, organizava campeonatos dentro e fora do sistema prisional amazonense e patrocinava seu próprio time.

Segundo a Polícia Federal, em relatório da Operação La Muralla, nos campeonatos internos cada equipe é financiada por uma liderança da FDN. Para os investigadores, a prova da relação da facção com as disputas no sistema prisional são os uniformes “patrocinados” pela lideranças.

No caso do “Compensão“, o time disputa campeonatos amadores oficiais no Amazonas e é de propriedade de Pertuba há cerca de sete anos. Em pouco mais de seis meses de investigações, segundo a PF, “foram interceptadas e analisadas mais de 1 milhão e cem mil mensagens e chamadas telefônicas relacionadas a todo tipo de práticas criminosas” praticadas por integrantes da FDN.

Entre esses mensagens, a PF identificou algumas trocadas entre a advogada Lucimar Vidinha e Pertuba na qual ele afirma que o time do “Compensão” representa a FDN e todo o crime no Estado do Amazonas. As mensagem apontam que o escudo da agremiação da organização criminosa estaria nos muros de todas as cadeias amazonenses.

Nos dias de jogo do “Compensão”, diz o relatório da PF, a FDN envia mensagens, conhecidas como “salves”, chamando os integrantes da facção para compareceram aos jogos com faixas com os nomes das lideranças.

 

 

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