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Um relato publicado pela jornalista paranaense Izabelle Ferrari na última terça-feira (22/11), em seu Facebook, está comovendo os internautas. No texto, a jovem narra a história de Dona Nena, uma senhora de 65 anos que está frequentando aulas em uma escola primária com 22 crianças em Foz do Iguaçu.

Depois de descobrir a presença dela pelo primo João Vitor, coleguinha de turma de Nena, Izabelle não se conteve e decidiu conversar com a estudante. “Quando eu era criança, meu pai não me deixou estudar, né? E a minha mãe dizia que estudar servia só pra escrever cartinha pros namorados”, disse Nena.

Reprodução/Izabelle Ferrari Depois de casar, ela até tentou frequentar a escola escondida, mas não conseguiu. “Um dia ele foi fuçar na minha bolsa e viu meu caderno e meu lápis. Sabe o que ele fez? Pegou meu caderno e rasgou todinho.” Depois disso, largou os estudos de vez.

Aos 65 anos, com o apoio dos filhos e já separada, Nena decidiu tentar mais uma vez. Ao contrário do que todos acreditavam, foi estudar. Segundo Dona Nena, quando ela apareceu pela primeira vez no portão da escola foi o maior choro. Depois disso, nada de faltar aula. “As crianças vão lá em casa me buscar.”

A professora Iracy da Costa Passos, que tem a mesma idade de dona Nena, contou que a presença da aluna é desafiadora. “Não atrapalha o andamento da aula. Pelo contrário. Eu vou lá na carteira da dona Nena e explico baixinho pra ela, mas as crianças não se aguentam: levantam e vão lá me ajudar. Aí, acabam aprendendo duas vezes!”

A coleguinha, Yannely, de seis anos, também contou como faz para ajudar. “Eu falo as letras que ela vai escrever. Ela aprende quase fácil, porque às vezes ela erra um pouco a letra.”

Leia o relato completo aqui:

 

 

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