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O Ministério Público Federal (MPF) recebeu nesta quinta-feira (1/12) relatório da Polícia Federal revelando que houve vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016). Segundo o documento, as provas do primeiro e do segundo dia do exame, além da redação, vazaram antes do início da aplicação para, pelo menos, dois candidatos, configurando crime de estelionato qualificado.

O procurador da República Oscar Costa Filho deve detalhar os desdobramentos do caso ainda hoje. O MPF pede que as notas da redação não sejam utilizadas.

Em 6 de novembro, segundo dia de provas do Enem, candidatos foram presos no Ceará e no Amapá flagrados com o tema da redação da edição 2016. Em Fortaleza, a polícia encontrou no bolso de um homem de 34 anos o tema e o texto da redação pronto para ser transcrito. Ele ainda recebeu o gabarito pelo celular e usou também um ponto eletrônico na sala do exame.

Em Macapá, um homem de 31 anos foi preso logo depois de deixar o local de prova. Ele confessou que sabia o tema da redação antes mesmo de iniciar o segundo dia de provas. Com ele, foi encontrado um texto com o assunto “intolerância religiosa”, aplicado no Enem a quase 6 milhões de candidatos em todo o país.

O Ministério da Educação (MEC) ainda não se pronunciou sobre o caso.

Após a análise de celulares apreendidos durante operações nos dias do exame, a Polícia Federal concluiu que os candidatos receberam fotografias das provas e tiveram acesso aos gabaritos e ao tema da redação antes do início do exame.

Ainda de acordo com o MPF, os candidatos receberam a “frase-código” da prova rosa, o que permitiu preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito transmitido pela quadrilha, não importando a cor da prova, por conta do código.

“Tanto o gabarito quanto a frase-código foram divulgados antes do exame, o que garante a responsabilidade de afirmar que houve vazamento da prova”, diz o relatório. (Com informações do G1)

 




 

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