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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira (7/3) que a queda do PIB de 2016 de 3,6% “é o espelho retrovisor”. “As famílias e as empresas pagaram suas dívidas, é um processo penoso, mas é resultado da crise, já estamos passando para um segundo processo, de voltar a tomar empréstimo, financiar consumo, investimento e crescer”.

A declaração ocorreu durante a 46ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), “conselhão”, sediada no Palácio do Planalto.

O ministro afirmou ainda que a queda do nível de endividamento das empresas e das famílias é um indicativo de que o Brasil está deixando a crise para trás.

“O endividamento das empresas sobre o patrimônio líquido atingiu pico no início de 2016 e foi caindo ao longo do ano. Isso é muito importante, é uma pré-condição para o país voltar a crescer, para voltarem a tomar empréstimo e crescer. O endividamento das famílias como proporção da renda também caiu”, disse.

Recessão
A economia brasileira encolheu pelo segundo ano consecutivo em 2016, confirmando a pior recessão desde 1930. O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas, caiu 3,6% no ano passado, segundo divulgou o IBGE nesta terça-feira.

O resultado veio um pouco abaixo do recuo de 2015, de 3,8%, e dentro das expectativas dos analistas. O tombo foi generalizado entre todas as atividades econômicas, com a agropecuária liderando os recuos (-6,6%), seguida pela indústria (-3,8%) e serviços (-2,7%).

 

 

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