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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses deste ano, informou nesta sexta-feira (1º/9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre do ano totalizou R$ 1,639 trilhão.

A alta de 0,3% no PIB do segundo trimestre deste ano ante igual período de 2016 foi a primeira variação positiva após 12 trimestres de queda. Já a alta de 0,7% no consumo das famílias, na mesma base de comparação, foi a primeira após nove quedas.

“O comércio, pelo lado da oferta, e o consumo das famílias, pelo lado da demanda, foram as principais influências para a variação positiva de 0,2% do PIB”, destaca Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

O crescimento nas despesas de consumo das famílias foi influenciado pela evolução de alguns indicadores macroeconômicos ao longo do trimestre, como a desaceleração da inflação, a redução da taxa básica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial.

Já o PIB de serviços subiu 0,6% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o período de abril a junho de 2016, o PIB de serviços mostrou queda de 0,3%. Já o resultado da agropecuária ficou estável (0%) no segundo trimestre contra os primeiros três meses de 2017.

O PIB da indústria, entretanto, ficou negativo na mesma base de comparação: caiu 0,5% no segundo trimestre ante os três primeiros meses de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o PIB da indústria apresentou queda de 2,1%.

O PIB da agropecuária, por sua vez, ficou estável no segundo trimestre contra o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB da agropecuária mostrou alta de 14,9%.

O consumo do governo, por sua vez, caiu 0,9% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o consumo do governo mostrou queda de 2,4%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 0,7% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, a FBCF mostrou queda de 6,5%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o PIB da agropecuária mostrou alta de 14,9%. O da indústria caiu 0,5% no segundo trimestre de 2017 ante o primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o PIB da indústria mostrou queda de 2,1%.

As exportações cresceram 0,5% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, as exportações mostraram alta de 2,5%.  As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, caíram 3,5% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, as importações mostraram queda de 3,3%.

As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, caíram 3,5% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017, segundo o IBGE. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, as importações apresentaram queda de 3,3%.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

Taxa de poupança
A taxa de poupança ficou em 15,8% no segundo trimestre, segundo informou o IBGE. Já a taxa de investimento ficou em 15,5% no segundo trimestre deste ano. Foi o menor resultado para o segundo trimestre da série histórica iniciada em 1996.

FBCF
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 0,7% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre do ano. A queda representa o quarto resultado negativo consecutivo, segundo o IBGE. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, a FBCF mostrou queda de 6,5%.

Já o avanço de 1,4% registrado pelo Consumo das Famílias foi o primeiro resultado positivo após nove trimestres sem registrar crescimento. O Consumo do Governo, porém, acentuou o ritmo de queda de 0,7% no primeiro trimestre para 0,9% no segundo trimestre, o quarto recuo consecutivo.

Relembre
O PIB cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2016 e interrompeu um ciclo de oito quedas trimestrais consecutivas. O resultado foi comemorado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB).

Logo após o resultado, Meirelles afirmou que o país “saiu da maior recessão do século”. No Twitter, o presidente disse que a alta foi resultado das medidas que estão sendo tomadas.

 

 

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