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Economia

Olimpíada freia reação na venda de carros, diz Anfavea

Segundo o presidente da entidade que responde pelas montadoras do país, as vendas diárias, que somaram 8,6 mil veículos no mês passado, estão novamente abaixo de 8 mil unidades

23/08/2016 09:42
Marcelo Camargo/Agência Brasil (Arquivo)
Olimpíada freia reação na venda de carros, diz Anfavea

Após os sinais tímidos de reação em julho, as vendas de veículos voltaram a perder ritmo em agosto em decorrência, entre outros motivos, da realização da Olimpíada, disse na segunda-feira (22/8), Antonio Megale, presidente da Anfavea, entidade que representa as montadoras instaladas no País.

Segundo o executivo, as vendas diárias, que somaram 8,6 mil veículos no mês passado, estão novamente abaixo de 8 mil unidades. “No ponto mais importante da Olimpíada, vimos que o mercado caiu”, comentou Megale, após participar de seminário sobre planejamento automotivo promovido pela Automotive Business na zona sul da capital paulista.

A atenção do consumidor voltada ao evento e a paralisação de atividades no Rio, um dos maiores centros de consumo de automóveis do País, prejudicaram a comercialização.

O executivo, porém, ponderou que as vendas, com o fim dos jogos, podem mostrar nos próximos dias recuperação dos volumes perdidos nos dias do evento. Por isso, a Anfavea continua confiante no início de uma reação do mercado no fim deste ano, com desempenho mais consistente a partir de 2017.

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Fiat
Ao contrário da Toyota, que em todo o período de crise não demitiu trabalhadores nem recorreu a medidas de flexibilização em suas quatro unidades, as maiores montadoras do País seguem adotando ferramentas de corte de produção.

Na segunda-feira, 22, a Fiat anunciou licença remunerada de dez dias a cerca de 4 mil funcionários da fábrica de Betim (MG), a partir de quarta-feira, 24. “O objetivo é ajustar a produção à demanda de mercado”, informa a companhia.

A Volkswagen, que está com a produção suspensa em suas quatro fábricas desde o dia 15, estendeu de 20 para 30 dias a parada na unidade de Taubaté (SP), que agora se iguala ao período definido paras as outras três (em São Bernardo do Campo, São Carlos e Paraná). Nesse caso, o problema é a falta de peças após a empresa romper contrato com fornecedores que atrasavam entregas para forçar uma negociação comercial.

Na Mercedes-Benz de São Bernardo, que deu férias coletivas a quase todos os funcionários e iniciou demissões que podem atingir 2 mil trabalhadores (20% efetivo), o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC vai insistir na abertura de um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) e o gerenciamento do excedente restante com medidas como lay-off e Programa de Proteção ao Emprego (PPE).

A montadora alega que já adotou todas essas medidas e que não tem outra alternativa a não ser o corte dos excedentes.

Já a Toyota afirma operar sem ociosidade nas fábricas do ABC, Indaiatuba, Sorocaba e Porto Feliz (SP). No entanto, uma ampliação de capacidade feita no ano passado em Sorocaba, onde é produzido o compacto Etios, ainda é subutilizada.

A capacidade anual passou de 84 mil para 108 mil veículos, mas a previsão é de fazer 95 mil este ano. Antes, a fábrica operava com horas extras diárias.