Ibovespa sobe 1,14% com expectativa de aumento de juros suave nos EUA
A bolsa fechou em alta de 1,14%, aos 58 393,92 pontos, refletindo a percepção majoritária de que o Fed adotará uma postura de gradualismo quando reiniciar os aumentos de juros nos Estados Unidos

A esperada decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) trouxe forte movimentação à Bovespa, que enfrentou instabilidade ao longo de toda esta quarta-feira (21/9) mas acabou por acompanhar o desempenho positivo das bolsas americanas. O Índice Bovespa fechou em alta de 1,14%, aos 58 393,92 pontos, refletindo a percepção majoritária de que o Fed adotará uma postura de gradualismo quando reiniciar os aumentos de juros nos Estados Unidos.

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Ver todasA Bovespa vinha de um pregão instável, oscilando ao sabor de influências essencialmente externas, como os preços do petróleo, a cautela pelo Fed e a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ), que foi bem recebida. O período de maior instabilidade, no entanto, foi registrado à tarde, quando o Ibovespa foi da mínima de 57.326 pontos (-0,71%) à máxima de 58 575 pontos (+1,45%).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAntes do anúncio da decisão do Fed, o Ibovespa orbitava em torno da estabilidade. A alta se consolidou ao longo do discurso de Yellen, conforme as bolsas americanas passaram a renovar sucessivas máximas. O menor temor dos efeitos negativos de um aperto monetário nos EUA, as ações que mais se destacaram foram as de empresas ligadas a commodities. Foi o caso das ações da Petrobras, que acompanharam a alta do petróleo e o apetite por risco dos investidores. Ao final dos negócios, Petro ON e PN subiram 1,93% e 1,19%, respectivamente.
As ações da Vale, ganharam ainda mais força, uma vez que já operavam em alta refletindo a intensificação dos rumores sobre a possibilidade de venda de sua unidade de fertilizantes e a elevação de recomendação pelo Barclays. Vale ON teve alta de 5,69% e Vale PNA, de 6,34%. Com o dólar em forte queda, as ações de empresas exportadoras foram penalizadas. Entre os papéis da carteira do Ibovespa, as maiores quedas foram de Suzano PNA (-3,62%) e Fibria ON (-3,32%).



