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O valor da gasolina refinada pela Petrobras está 25,5% maior do que o combustível refinado no exterior. Esse cenário se repete há doze meses. O último registro de defasagem, ou seja, quando o preço internacional foi menor do que o nacional, aconteceu em agosto de 2015. O consumidor brasileiro já chegou a pagar por um combustível 41% mais caro, em fevereiro deste ano.

Existe uma diferença nesta gasolina que a Petrobras refina e a gasolina que chega até as bombas dos postos de gasolina. A primeira é pura, sem adição de etanol; já a segunda é uma composição de gasolina com álcool (18% – 25%), sobre a qual ainda incidem tributos e margem de lucros das empresas que a comercializam. Esses valores são regulamentados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Na última quarta-feira (21/9), o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, afirmou que o valor da gasolina no Brasil é baseado em uma paridade internacional, podendo variar para mais ou para menos. Na ocasião, o presidente discutia detalhes do Plano de Negócios e Gestão (2017-2021) com empresários do ramo. Existe uma expectativa de que ainda este ano seja divulgada uma nova política de preços que beneficiará o consumidor.

Pedro Parente não confirmou a redução e ressalta a volatilidade desse tipo de mercado. “Temos que levar em conta vários fatores. Sem dúvida a receita da empresa é um desses, mas não é o único. Há outros fatores importantes, como o market share (participação de mercado), e a combinação deles é que instrumentaliza um processo de decisão”, disse ele.

 

 

 

 

 

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