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Economia

FGTS: confira o calendário de saques das contas inativas

O dinheiro será liberado a partir de 10 de março e seguirá uma sequência de acordo com a data de nascimento dos contribuintes

14/02/2017 11:24, atualizado 14/02/2017 12:46
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ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO
FGTS: confira o calendário de saques das contas inativas

O presidente Michel Temer divulgou nesta terça-feira (14/2) o calendário de saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O anúncio começou às 11h18, no Palácio do Planalto. O dinheiro será liberado a partir de 10 de março e seguirá uma sequência de acordo com a data de nascimento dos contribuintes:

10 de março: nascidos em janeiro e fevereiro
10 de abril: nascidos em março, abril e maio
12 de maio: nascidos em junho, julho e agosto
16 de junho: nascidos em setembro, outubro e novembro
14 de julho: nascidos em dezembro

As agências da Caixa Econômica Federal vão abrir em quatro sábados, de março a julho. Serão 1.891 locais em funcionamento nos seguintes sábados: 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. Nesses dias, as agências vão abrir sempre com duas horas de antecedência, das 9h às 15h.

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Além disso, um site foi criado especificamente para as contas inativas. Informações pelo telefone 0800-726-2017.

Nesta semana, as agências vão abrir duas horas mais cedo, de quarta (15/2) a sexta (17), a partir das 9h, para sanar dúvidas dos trabalhadores sobre os saques. No sábado (18), os locais também vão funcionar, porém, apenas para tirar dúvidas.

Após a cerimônia de anúncio do calendário, os ministros do Planejamento, do Trabalho e da Fazenda e o presidente da Caixa concedem coletiva (assista aqui).

Depois da assinatura do decreto para regulamentar o saque do FGTS, o presidente Michel Temer afirmou que a página criada na internet já tinha, às 11h36, 480 mil entradas em 10 minutos. O chefe do Executivo nacional previu que, se todos os trabalhadores sacarem o dinheiro, haverá um ingresso de R$ 40 bilhões na economia.

Por fim, Temer comentou a reforma trabalhista e fala sobre o “enaltecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho”, antes de lamentar que os brasileiros tenham, na opinião dele, um “desprezo pela Constituição federal”.

Discursos
Antes de Temer, discursaram os ministros do Planejamento, do Trabalho e da Fazenda, além do presidente da Caixa. Primeiro a subir ao púlpito, o dirigente da estatal, Gilberto Occhi afirmou que a liberação das contas inativas do FGTS vai beneficiar cerca de 30 milhões de brasileiros. Ele acrescentou que as regras vão contemplar cerca de 49 milhões de contas em todo o país, nas quais há R$ 43 bilhões depositados na Caixa.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que o país precisa de um processo de ajuste fiscal, porque “as coisas estavam bem desorganizadas” quando Temer assumiu a presidência. O chefe da pasta citou também a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos gastos, além das reformas. O ministro, por fim, afirmou que a medida demonstra “sensibilidade” do governo em relação aos trabalhadores afetados pela recessão.

Já o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, comentou a concessão do abono salarial de 2014. Isso porque cerca de 1,5 milhão de trabalhadores que perderam o prazo tiveram o período estendido. O líder da pasta enalteceu a proposta de “modernização da legislação trabalhista” e disse que há debates constantes com representações de empregados e empregadores “sentados na mesma mesa”, com objetivo de obter um “texto de consenso”.

O chefe do Ministério da Fazenda, Henrique Meirelles, por sua vez, afirmou que o saque do FGTS proporciona mais recursos para as empresas “investirem, produzirem e gerarem consumo e renda”. Ele avaliou que a crise “está sendo superada” e demonstra otimismo sobre a uma perspectiva de crescimento neste trimestre e para o fim de 2017.

No total, são mais de 10,1 milhões de trabalhadores que possuem saldo em contas inativas do fundo. Quem não fizer o saque das contas inativas no mês do nascimento, poderá fazê-lo até 31 de julho. De acordo com a Caixa, 55% dos trabalhadores com direito ao saque têm até R$ 500 para retirar; 24% entre R$ 500 e R$ 1.500; e 21% podem sacar mais de R$ 1.500.