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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a afirmar nesta sexta-feira (30/9) que a PEC do teto dos gastos pode ser aprovada em outubro pela Câmara, abrindo espaço para que o Senado dê seu aval ainda este ano. A declaração foi dada no Fórum Exame, em São Paulo.

“O projeto está indo bem, estamos na fase de conversas com o relator, para apresentação na comissão especial, que deve votar no dia 6, para que se possa iniciar o processo discussão e votação em plenário. A expectativa é votar até o final de outubro, mas se houver um desastre e for em novembro, não é o fim do mundo. Eu, pessoalmente, acho que outubro é muito melhor, porque garante condições de aprovar ainda este ano no Congresso”, comentou.

Meirelles lembrou ainda que o Orçamento de 2017 já contempla a regra que limita o crescimento dos gastos à inflação do ano anterior, mas lembrou que a PEC tem outros instrumentos, que reduzem a rigidez e promovem desvinculações. “A PEC sozinha não vai resolver, mas é um ponto-chave, é o início do processo”, afirmou.

Reservas
Meirelles rechaçou a proposta de se mexer nas reservas internacionais. Segundo ele, não se fala mais em crise cambial no Brasil hoje em dia, graças ao seguro que essas reservas representam.

“Às vezes me preocupo com uma certa ansiedade que algumas pessoas demonstram de usar as reservas. Vamos devagar, porque muitos se lembram da época em que crise cambial era pior que crise inflacionária e fiscal. Hoje isso é coisa do passado, graças às reservas. Não estou discutindo patamar, mas hoje o Brasil eliminou a instabilidade nessa frente”, afirmou.

 

 

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