Violência doméstica é tema de livro que reuniu 27 autores
Organizado pela juíza Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa, "A Mulher e a Justiça – A Violência Doméstica sob a Ótica dos Direitos Humanos” traz textos membros de diferentes áreas da sociedade

Nesta segunda (18/4), será lançado o livro “A Mulher e a Justiça – A Violência Doméstica sob a Ótica dos Direitos Humanos”. A obra, organizada pela juíza Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa (foto no alto), conta com o apoio da Associação dos Magistrados do Distrito Federal (Amagis). O lançamento será realizado no auditório do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), na 607 Sul, às 19h.
Além de magistrados e servidores do TJDFT, o livro reúne capítulos de 27 autores entre membros do Ministério Público, servidores do Poder Judiciário e professores renomados nas áreas de Direito, Psicologia, Sociologia, Comunicação Social e Antropologia.
A obra busca promover a abordagem multidisciplinar do tema para aprimorar os mecanismos de prevenção e controle da violência doméstica, integrar as diversas formas de enfrentamento das questões relativas à violência e proteger as vítimas e seus familiares. O juiz Bruno André Silva Ribeiro, autor do capítulo “A violência institucional contra as mulheres encarceradas”, diz que a importância de se estudar o tema é perceber as diferenças de tratamento entre homens e mulheres abordando casos concretos. Para ele, a experiência na Vara de Execuções Penais dá base para enxergar as violências e suas peculiaridades.
Em entrevista ao Metrópoles, a organizadora, juíza Theresa Karina de Figueiredo Gaudêncio Barbosa, mostra que o livro, além de uma compilação de artigos, é uma forma de combatar a violência doméstica e colocar a mulher no centro do debate.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesComo nasce a obra “A Mulher e a Justiça – A Violência Doméstica sob a Ótica dos Direitos Humanos”?
Da necessidade de unir forças para combater essa violência tão comum no Brasil. Não importa a classe social, atinge a todas. O Brasil é o quarto país do mundo em feminicídios.
O livro coordenado pela senhora abre o ciclo de diálogos “As Mulheres na Carreira Jurídica”. Qual é a relevância de colocar a mulher no centro do debate jurídico – ambiente ainda bastante masculino?
Na primeira instância, temos apenas 30% de mulheres. Nas instâncias seguintes, 10%. Ou seja, é também preciso dar voz à mulheres que estão aplicando as leis.
O livro tem uma abordagem multidisciplinar. Qual é a vantagem de ter um olhar diverso sobre este tema?
É uma tema amplo, que não pode ficar apenas na esfera da punição. Há também os papéis e funções de psicólogos, antropólogos e sociólogos, entre outros. Ao trabalhar em conjunto, veremos maior eficiência em políticas públicas.



