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Em um post nas redes sociais, a mãe de uma criança com paralisia cerebral desabafou sobre uma situação absurda que ocorreu na escola municipal que o filho estuda. Segundo Adriane Cruz, moradora de Belo Horizonte (MG), o garoto foi barrado de ir a uma excursão ao cinema com os outros alunos por causa da deficiência.

“Hoje, vendo meu filho chegar da escola não tive como não chorar. Toda a turminha da escola foi ao cinema, meu filho ficou de 7h as 11h20 circulando no corredor da escola com o auxiliar de apoio. Há 9 anos, ele estuda na escola inclusiva”, contou a mãe no post do Facebook.

Segundo Adriane, entre os motivos apontados pela escola para ele não participar dos passeios e eventos, estão: “porque está frio, porque ele grita, porque ele levanta a perna, porque não sabem qual será a reação dele”. “Ver ele chegando com um balãozinho do SESC pendurado na cadeira como prêmio de consolação, doeu-me ainda mais. Como ele vai aprender a ir ao cinema, a controlar suas emoções, se a escola não lhe fornece os outros temperos?”, desabafou.

No post, a mãe ainda questiona se as escolas estarão prontas para ajudar a quem realmente precisa. “Quando os profissionais da educação estarão prontos para incluir? E o que precisa para eles aprenderem? Cobaias já temos. Meu filho está a 9 anos sofrendo nesta função”, disse.

Confira o desabafo na íntegra:

Hoje vendo meu filho chegar da escola não tive como não chorar.

Toda a turminha da escola foi ao cinema, meu filho ficou de 07:00 as 11:20, circulando no corredor da escola com o auxiliar de apoio dele, a 9 anos meu filhos estuda na escola inclusiva, e ainda não conseguiram aplicar o lindo projeto que eu também amo, que se encontra escrito no papel, ele não vai aos passeios da escola,este ano nem mesmo convidado a festa junina da escola foi. “Motivos da escola:”
•porque está frio,
•porque ele grita,
•porque levanta a perna
•porque não sabem qual será a reação dele.

Fico imaginando como é frustrante ser quem capacita estes profissionais da inclusão, são estudos, textos,filmes e estudos de casos maravilhosos,mas não se aplica a vida real, ver ele chegando com um balãozinho do SESC,pendurado na cadeira como prêmio de consolação, doeu-me ainda mais, como ele vai aprender a ir ao cinema,como vai aprender a controlar suas emoções se a escola não lhe fornece os outros temperos, comigo o João vai ao cinema, dança no palco,entra na água fria,rola no chão, mas aqui é a casa dele o reino dele, tem o tempero do amor, tem minha condição é uma ação familiar, a introdução da vida social com olhares e avaliações diferentes ocorrem na escola, não desisto, mas me sinto muito cansada, até quando Patricia Cunha, SMED( Secretaria municipal de educação) a inclusão vai ser algo que existe apenas nos projetos escritos em folhas?
Quando os profissionais da educação estarão prontos para incluir?
E o que precisa para eles aprenderem?

Cobaias já temos meu filho está a 9 anos sofrendo nesta função.
Como ele vai formar suas ideias e sentimentos sem o apoio da escola e da sociedade?
Incluir no meu ver vai além de deixar uma pessoa limpa e bem alimentada circulando por corredores de escolas municipais da cidade de Belo Horizonte, e acredito que está opinião também é dos profissionais, como nos familiares de pessoas com deficiência podemos ajudar vocês?
Acredito que o treinamento da prefeitura não é suficiente,estamos dispostos a ajudar viu.

 

 

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