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Após o massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) seguido da fuga de detentos, a capital amazonense está temerosa. Nas últimas 24 horas foram registrados oito homicídios, todos supostamente ligados ao tráfico. Além da onda de mortes na capital, foram registrados furtos, roubo e tentativas de arrombamento.

Entre os casos que podem ter ligação com a fuga está o de um homem identificado apenas como “Lucio”, que foi morto com 12 facadas, teve a cabeça decapitada e o corpo jogado em uma lixeira na zona norte de Manaus. De acordo com familiares da vítima, ele teve envolvimento com o tráfico, mas estava afastado há quase um ano. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), montou uma força-tarefa para atuar na busca e captura dos detentos.

Mortos
Apenas 18 dos 39 corpos já reconhecidos de detentos mortos no massacre no Compaj foram liberados. De acordo com funcionários do Instituto Médico Legal (IML), a unidade não está preparada para atender à demanda e faltou material básico de trabalho, um dos fatores que vem contribuindo para a lentidão no processo de identificação dos corpos.

Segundo um dos médicos-legistas, outro fator que dificulta a identificação é que, como a maior parte dos detentos foi esquartejada, faltam pedaços dos corpos, o que impossibilita a liberação, mesmo após o reconhecimento por meio de fotografias.

De acordo com um funcionário que preferiu não se identificar a precariedade das instalações e a falta de material são os desafios enfrentados. “No dia do massacre faltaram luvas, gaze, foi um verdadeiro desespero para emprestar dos hospitais para conseguir dar conta do que estava acontecendo naquele momento”, explicou.

“O governo precisa ajudar para que essas identificações sejam possíveis. Sabemos as causas das mortes mas não temos material para trabalhar, além de que existem dificuldades com exames de DNA e de arcada dentária”, finalizou.

 

 

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