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Alípio Rogério dos Santos, de 26 anos, um dos acusados de ter espancado até a morte um vendedor ambulante numa estação de metrô em São Paulo na noite de Natal (25/12), sustentou sua versão de que a briga teria começado depois de ele e o primo, Ricardo do Nascimento, terem sido assaltados por duas travestis na estação. As duas negam as versões.

“A gente falou ‘sai daqui’. E ele não saiu. Ele veio tentar dar garrafada e a gente ficou com raiva, sei lá. Aí a confusão passou para ele”, disse Alípio.

Para o delegado do caso, Rogério Marques, também ouvido pela reportagem do Fantástico, o rapaz está mentindo. “Eu ouvi 14 pessoas. Não teve garrafada, não teve nada disso. Elas estavam na cena. Ninguém fala isso. Não teve furto, não teve nada”, diz o delegado.

“Eles são tão perversos que o o sr. Ruas (Luiz Carlos Ruas, ambulante morto) caído, desmaiado, e eles ainda voltam para conferir e ainda bater mais”, disse o policial.

A reportagem ainda revela que, depois de matar o ambulante a socos e chutes, os dois homens, que são primos, foram para uma vila onde moram alguns parentes. Lá, Alípio ainda se envolveu em mais uma confusão – tentou bater em uma amiga da ex-mulher.

Em um áudio enviado a uma tia naquela noite, a mulher diz que estava “trancada” dentro de casa porque Alípio estava armado e já tinha quebrado o portão da sua casa. A tia da vítima afirma que Alípio estava ferido e sangrando na cabeça e nas mãos e dizia que “já tinha matado uma pessoa” e mataria a amiga da ex (identificada como Fernanda) também. Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia, mas ele foi liberado em seguida.

O Fantástico não conseguiu contato com os advogados dos acusados.

 

 

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