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O desaparecimento de um garotinho de 2 anos e nove meses virou alvo de investigação da Polícia Civil do Espírito Santo. O caso poderia ser mais um na triste estatística de pessoas que somem diariamente em todos os cantos do país se não tivesse ocorrido há 44 anos. E foi reaberto graças à iniciativa da irmã do menino, que mora em Brasília e é funcionária do Banco do Brasil.

O desaparecido é Robert Paiva, que morava em Cachoeiro de Itapemirim, cidade do Espírito Santo, com a família. No dia 10 de outubro de 1972, ele e os irmãos estavam brincando na rua, quando os pais pediram que entrassem em casa. A criança não obedeceu e nunca mais foi vista.

Quando os irmãos contaram para a mãe, Maria Dulce Cabelino Paiva saiu para procurar o filho, mas não o encontrou. Na ocasião, foram feitas buscas por cerca de um ano.

A polícia tinha duas suspeitas. Uma delas era que o garoto havia se afogado em um córrego que ficava próximo à residência da família. O corpo, porém, nunca foi encontrado. A segunda linha de investigação apontava para um possível rapto, que também não foi provado.

Após frustradas tentativas, a família mudou-se para Vitória, capital do Espírito Santo, no ano de 1983, já conformada com o fato de que o garoto não seria encontrado.

Arquivo pessoal

Soraya procurou a delegacia na esperança de achar o irmão

 

Esperança
Mas 44 anos após o desaparecimento, a irmã de Robert, Soraya Paiva, 48, procurou, no final do ano passado, a Delegacia de Pessoas Desaparecidas (DPD) do Espírito Santo para reabrir a investigação. Ela, que atualmente mora em Brasília, diz ter esperança de que o irmão esteja vivo e possa ser encontrado.

“Quando aconteceu, a família ficou muito abalada. Depois de alguns anos de busca, meus pais optaram por não insistir no assunto, pois era doloroso para todos nós. Mas tenho uma pequena esperança de que meu irmão ainda esteja vivo”, contou ao Metrópoles.

Ela acredita na hipótese de que o menino tenha sido raptado e que a pessoa que o fez tenha mudado o nome de Robert, para evitar que ele fosse localizado.

A reportagem fez contato com a delegacia e ouviu o investigador Adriel Moreira, 45. Para ele, o caso é complicado, devido à escassez de pistas. Mesmo assim, a polícia investiga extraoficialmente o desaparecimento. A primeira providência tomada foi o envelhecimento computadorizado de Robert, feito com base em uma fotografia da época, para se ter uma noção de como ele estaria hoje.

“Normalmente, iniciamos as investigações com até um ano do desaparecimento. Já essa, tem mais de 40 anos”, relata o investigador. Além de Soraya e Robert, Maria Dulce Cabelino Paiva e Devanir do Nascimento Filho tiveram um outro casal de filhos: Fabíola, que tinha 6 anos à época do desaparecimento, e Ricardo, o mais velho, com 11.

Vamos ajudar?
Quem tiver alguma pista sobre o paradeiro de Robert Paiva pode entrar em contato com a Delegacia de Pessoas Desaparecidas (DPD) do Espírito Santo por meio do telefone (27) 3137-9065.

 

 

 

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